Por NOUS · A Lei Universal
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Você conhece alguém e, em poucos segundos, sente a mente procurando uma gaveta. De onde é, o que faz, de que turma é. Quando a pessoa não se encaixa em nenhuma, vem um pequeno desconforto, quase físico. E quem já foi essa pessoa conhece o outro lado: a pergunta "mas você é o quê, afinal?", feita como se a resposta tivesse de caber numa palavra só.
Em 1996, Arnaldo Antunes gravou uma canção que transforma esse desconforto em festa. Doze anos depois, Ney Matogrosso a regravou e deu o nome dela ao próprio disco. A psicologia, por outro caminho, passou décadas estudando o mesmo gesto: classificar pessoas. A pergunta deste capítulo é: por que a mente classifica tão depressa, e o que acontece com quem não cabe em nenhuma categoria?
Uma canção que inventa palavras para quem não cabe
Inclassificáveis é de Arnaldo Antunes. Ele a gravou primeiro no álbum O Silêncio, lançado em 1996 pela BMG. Em 2008, Ney Matogrosso a regravou no disco que levou o mesmo nome, Inclassificáveis, pela EMI.
A letra não é reproduzida aqui. O que se pode descrever é a ideia. A canção fala das misturas de povos que formam o Brasil e brinca com palavras inventadas, que juntam duas origens numa só. O efeito é mostrar que as categorias de sempre não dão conta de quem as pessoas são. A canção trata isso como riqueza, não como problema. A pesquisa ajuda a entender por que a mente insiste nas gavetas mesmo assim.
Classificar é o jeito econômico de pensar
Categoria, na psicologia, é um grupo mental onde se guardam coisas tratadas como parecidas. Pássaro, cadeira, médico, vizinho. Sem categorias, cada pessoa nova seria um enigma completo, a ser decifrado do zero.
Em 2000, Neil Macrae e Galen Bodenhausen revisaram o que se sabia sobre isso. Eles descrevem que, para dar sentido aos outros, as pessoas constroem e usam representações por categoria, que simplificam e aceleram a percepção. A revisão faz três perguntas: quando as categorias entram em ação, o que acontece quando entram e se dá para controlar a influência delas.
Uma pista sobre a vantagem veio antes. Em 1994, Macrae, Alan Milne e Bodenhausen fizeram três estudos em que as pessoas cumpriam duas tarefas ao mesmo tempo. Quando recebiam um rótulo estereotipado para formar a impressão de alguém, iam melhor na outra tarefa. O efeito apareceu até quando o rótulo era mostrado rápido demais para ser percebido. Os autores falam do estereótipo como um recurso que poupa esforço mental.
Poupar esforço tem preço. O atalho funciona bem para cadeiras. Com pessoas, ele pode trocar o indivíduo pelo rótulo.
A gaveta se abre junto com o olhar
É comum imaginar dois passos: primeiro a pessoa vê, depois classifica. Em 2011, Jonathan Freeman e Nalini Ambady propuseram outra imagem, numa teoria sobre como percebemos os outros.
Para eles, perceber alguém é um processo contínuo, em que tudo conversa ao mesmo tempo: categorias sociais, estereótipos, o estado mental de quem observa e os sinais mais básicos do rosto, da voz e do corpo. A categoria não espera a percepção terminar. Ela ajuda a montar o que se vê, e o que se vê ajusta a categoria.
É uma teoria, apoiada num modelo de computador e em achados anteriores, e não um experimento único.
Basta um rótulo para nascer um "nós"
Se a categoria só organizasse a percepção, seria um assunto técnico. O problema é que ela também mexe com o que fazemos pelos outros.
Em 1971, Henri Tajfel, Michael Billig, R. P. Bundy e Claude Flament publicaram uma série de experimentos que viraram referência. Os participantes eram separados em dois grupos por um critério praticamente irrelevante. Não havia interesse pessoal em jogo nem rivalidade anterior. Mesmo assim, ao dividir recompensas reais, eles favoreciam o próprio grupo.
O dado mais curioso veio na segunda série. O que mais pesou nas escolhas foi aumentar a diferença entre "nós" e "eles", mesmo quando isso significava abrir mão de ganhos objetivos. O próprio grupo saía, às vezes, com menos do que poderia ter, desde que ficasse à frente do outro.
Os autores discutem o resultado à luz das normas sociais. O recado, ainda assim, é forte: uma divisão quase sem sentido já basta para mudar o comportamento.
Quando a categoria parece ter uma essência
Nem toda categoria é vivida do mesmo jeito. Algumas parecem convenção, como a torcida de um time. Outras parecem fato da natureza, como se quem está dentro compartilhasse algo profundo e imutável. A psicologia chama essa crença de essencialismo.
Em 2000, Nick Haslam, Louis Rothschild e Donald Ernst pediram que participantes avaliassem 40 categorias sociais em nove aspectos dessa crença. Os aspectos se organizaram em duas dimensões. Uma media o quanto a categoria parecia um "tipo natural". A outra, o quanto ela parecia um bloco coeso, com um núcleo próprio.
Quanto mais uma categoria era vista como bloco coeso, pior tendia a ser a avaliação que ela recebia, sobretudo entre as vistas como naturais. Mas os autores fazem uma ressalva importante: o essencialismo não é uma coisa só e não leva sempre ao preconceito. Ele ajuda a entender a categorização, sem explicar tudo sozinho.
Do rótulo à pessoa: um caminho, não um salto
A categoria é o começo da impressão, não precisa ser o fim. Em 1990, Susan Fiske e Steven Neuberg publicaram um trabalho cujo título já resume a proposta: a formação de impressões segue um contínuo, que vai do processo baseado na categoria ao processo que olha a pessoa como indivíduo.
O mesmo título diz o que move alguém ao longo desse caminho: a informação disponível e a motivação de quem observa. Em palavras simples, a gaveta é o ponto de partida. Conhecer a pessoa, e querer conhecê-la, é o que faz a impressão andar.
Esse caminho, porém, fica mais difícil justamente quando a pessoa não se encaixa em gaveta nenhuma. É o que a pesquisa das últimas duas décadas começou a medir.
Quem fica entre duas caixas
Em 2015, Sonia Kang e Galen Bodenhausen revisaram a pesquisa sobre identidades que não cabem numa categoria única. Eles apontam duas fontes dessa complexidade.
A primeira é a pertença ambígua, quando a pessoa pode ser lida como parte de mais de um grupo. Os exemplos que eles citam são identidades multirraciais e transgênero. A segunda é o cruzamento de identidades, como raça e gênero, que muda o sentido de cada uma.
Segundo a revisão, essas identidades afetam ao mesmo tempo a impressão de quem observa e a experiência de quem é observado. E há uma mudança de foco no campo: a pesquisa olhou por muito tempo para as dificuldades, e passou a olhar também para as oportunidades que vêm de pertencer a vários grupos.
A categoria do meio demora mais
Em 2012, Jacqueline Chen e David Hamilton estudaram como as pessoas classificam rostos de pessoas multirraciais. A hipótese era dupla: a categoria "multirracial" seria usada menos vezes e levaria mais tempo para ser escolhida. Seis experimentos confirmaram as duas coisas.
O efeito apareceu com rostos de origem negra e branca e de origem asiática e branca. Quando os participantes estavam com a mente ocupada ou com pressa, a classificação como multirracial caía, e a das categorias únicas não. E quando a tarefa reforçava as divisões tradicionais, a categoria do meio era ainda menos usada.
Os autores atribuem o resultado ao modo de processar de quem observa, e não às características dos rostos. Em outras palavras: reconhecer quem está entre duas caixas exige um esforço que a pressa não paga.
Quando classificar custa, o julgamento esfria
O esforço não fica só no tempo de resposta. Em 2014, Jamin Halberstadt e Piotr Winkielman partiram de uma ideia simples: quando categorizar é difícil, a dificuldade pode gerar um leve mal-estar, e esse mal-estar pode contaminar outros julgamentos.
Eles usaram rostos misturados por computador e rostos reais de pessoas de origem mista. Quando os participantes precisavam classificar os rostos, a atratividade percebida caía, sobretudo quando a classificação era difícil. Nos rostos reais, a tarefa de classificar por raça reduziu a atratividade atribuída e diminuiu o sorriso espontâneo, medido pela atividade dos músculos do rosto.
O detalhe importa: o efeito aparecia depois da tarefa de classificar. O problema não estava no rosto, e sim na exigência de pô-lo numa caixa. É uma pista de que o desconforto com o "inclassificável" pode nascer do esforço de quem classifica, e não de algo em quem é classificado.
A dúvida não é resolvida de forma neutra
Quando a mente finalmente decide, ela não joga uma moeda. Em 2011, Arnold Ho, Jim Sidanius, Daniel Levin e Mahzarin Banaji testaram, em cinco experimentos nos Estados Unidos, uma regra antiga daquele país chamada hipodescendência. Por essa regra, quem tem pais de dois grupos é associado ao grupo de menor status social.
Os pesquisadores encontraram o padrão nos cinco estudos. Pessoas metade asiáticas e metade brancas, e metade negras e metade brancas, foram classificadas como mais próximas do grupo minoritário do que do branco. O efeito foi mais forte para quem tinha origem negra e branca. Os autores ligam isso à hierarquia racial existente nos Estados Unidos.
O estudo vale para aquele país e para aquela história. Não diz como o mesmo processo funciona no Brasil, onde as categorias de cor têm outra trajetória. O que ele mostra, em geral, é que a categoria vem carregada de valores sociais. Decidir onde alguém "cabe" raramente é só uma questão de semelhança.
Pertencer a vários grupos ao mesmo tempo
Até aqui, o foco esteve em quem observa. Mas quase todo mundo pertence a vários grupos: uma profissão, uma cidade, uma família, uma fé, um time. A pergunta é como cada pessoa organiza essa mistura por dentro.
Em 2002, Sonia Roccas e Marilynn Brewer propuseram o conceito de complexidade da identidade social. Ele descreve o quanto alguém percebe os próprios grupos como sobrepostos. Quando a pessoa vê todos os seus grupos como quase os mesmos, a identidade fica mais simples, como se fosse um grupo só.
Quando a pessoa reconhece e aceita que seus grupos não coincidem, a identidade fica mais complexa e mais inclusiva. Os primeiros estudos apontaram que essa complexidade é afetada pelo estresse e se relaciona com os valores da pessoa e com a tolerância a quem é de fora. A versão pessoal dessa pergunta, a de ser muitos sem deixar de ser você, foi o tema de Bohemian Rhapsody: Ser Muitos Sem Deixar de Ser Você, o capítulo 6.
Quando a mistura amplia o pensamento
A revisão de Kang e Bodenhausen apontava para as oportunidades. Um estudo de 2015 testou uma delas. Sarah Gaither, Jessica Remedios, Diana Sanchez e Samuel Sommers partiram de uma observação: pensamento rígido costuma andar com menos criatividade.
No primeiro estudo, participantes multirraciais que escreveram sobre a própria identidade racial resolveram melhor tarefas de criatividade do que os de um grupo de comparação. Em quem tinha uma origem só, escrever sobre a própria identidade não mudou nada.
O segundo estudo trouxe o achado mais interessante para qualquer leitor. Quando pessoas de uma origem só foram lembradas de que também têm várias identidades, a criatividade aumentou. A riqueza, ao que parece, não está numa origem específica. Está em perceber-se como alguém feito de mais de uma parte.
São três estudos, com tarefas de laboratório. Mostram uma tendência, não uma regra sobre pessoas.
Mais de um critério diminui o viés
Se uma divisão quase sem sentido já cria um "nós" e um "eles", o que acontece quando se acrescentam outras divisões? Em 2005, Natalie Hall e Richard Crisp fizeram dois experimentos sobre isso.
Os participantes eram convidados a pensar em outras maneiras de classificar as pessoas, além da divisão que estava em destaque. Gerar classificações alternativas, sem relação com a divisão inicial, reduziu o favoritismo pelo próprio grupo em comparação com um grupo de controle. No segundo experimento, só as classificações sem relação com a inicial fizeram efeito.
A ideia é simples: quando a mente enxerga várias caixas cruzadas ao mesmo tempo, a caixa principal perde força. A pessoa deixa de ser só "de lá" e passa a ser também mãe, motorista, flamenguista, vizinha.
Um cuidado, porém. Em 2021, Elizabeth Paluck e colegas revisaram 418 experimentos sobre redução de preconceito, publicados entre 2007 e 2019. Cerca de 76% testavam intervenções leves, cujo efeito a longo prazo não se conhece. Eles encontraram sinais de viés de publicação, que pode inflar os resultados, e concluíram que boa parte dessa pesquisa ainda não serve de base sólida para recomendações práticas.
O que a evidência ainda não sabe
- Quase tudo vem de laboratório. Tarefas com rostos, palavras e grupos criados na hora. A vida real tem história, convivência e consequências que o laboratório não reproduz.
- O Brasil não está nos dados. O estudo sobre hipodescendência foi feito nos Estados Unidos. As categorias de cor e origem no Brasil têm outra história, e não se sabe se os resultados se repetem aqui.
- O efeito de pensar em vários critérios é de curto prazo. Os experimentos medem a mudança logo depois da tarefa. Não dizem se ela dura semanas ou anos.
- A revisão mais ampla pede cautela. Paluck e colegas encontraram sinais de exagero nos resultados publicados sobre redução de preconceito.
- A canção não é prova. Aproximar a letra de Arnaldo Antunes desses estudos é uma leitura. A pesquisa não confirma nem desmente o que a canção celebra.
- Grupos não são pessoas. Os efeitos são médios e não dizem como alguém em particular vai perceber ou ser percebido.
Nada disso diminui o que a canção pede: olhar de novo antes de fechar a gaveta. Só impede que um estudo diga mais do que mostrou.
🎧 Ressonância Universal
Ouça Inclassificáveis na voz de Ney Matogrosso, no canal oficial do cantor. Repare em como a canção acumula misturas, uma atrás da outra, e note o que acontece com a sua vontade de classificar enquanto ouve.
🎶 Músicas Relacionadas a Este Tema
- 🎵 "Bohemian Rhapsody" — Queen: ser muitos sem deixar de ser você, tema do capítulo 6.
- 🎵 "Metamorfose Ambulante" — Raul Seixas: a pessoa que não se deixa fixar numa opinião, tema do capítulo 1.
- 🎵 Capítulo anterior: Gita: O Eu Que Observa e o Desapego Que a Psicologia Mede
Capítulo 23: Por Quem os Sinos Dobram — Ninguém É uma Ilha: a Interdependência, de John Donne ao Que a Pesquisa Observa (07/10) →
5 Pilares Para Quem Não Cabe na Gaveta
- Classificar é normal. A mente usa categorias para poupar esforço. O problema não é ter gavetas, é parar nelas.
- Um rótulo basta para criar um "nós". Nos experimentos de Tajfel, uma divisão quase sem sentido já mudou como as pessoas dividiam recompensas.
- Quem está entre categorias exige mais esforço de quem observa. A categoria do meio é escolhida menos vezes e mais devagar, sobretudo com pressa.
- O desconforto pode estar em quem classifica. No estudo de Halberstadt e Winkielman, a queda na avaliação veio depois da tarefa de classificar.
- Mais caixas, menos peso em cada uma. Pensar em várias formas de classificar alguém reduziu o viés, ao menos no curto prazo.
🧠 Aprofunde seu Conhecimento
- O Poder dos Neurônios-Espelho: A Neurociência da Influência Social
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- O Que o Cérebro Sente Quando Está Só
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🎬 Filmes Para Sentir Este Tema na Pele
- Billy Elliot (2000): numa cidade mineira do norte da Inglaterra, um menino troca as aulas de boxe pelo balé e enfrenta o que a família e a vizinhança esperam de um garoto.
- Edward Mãos de Tesoura (1990): um jovem criado por um inventor, com tesouras no lugar das mãos, vai morar num bairro de casas iguais. O encanto inicial dos vizinhos não resiste por muito tempo ao que é diferente.
- Zootopia (2016): numa cidade de animais, uma coelha vira policial e descobre que as divisões entre predadores e presas pesam até em quem acredita estar livre delas.
📝 Teste o Que Você Entendeu
- Segundo Macrae, Milne e Bodenhausen, que vantagem o rótulo estereotipado trouxe para quem fazia duas tarefas ao mesmo tempo?
- Nos experimentos de Tajfel e colegas, o que mais pesou na forma de dividir as recompensas?
- No estudo de Chen e Hamilton, o que acontecia com a categoria "multirracial" quando os participantes estavam com pressa?
- No estudo de Hall e Crisp, que tipo de classificação alternativa reduziu o favoritismo pelo próprio grupo?
🛠️ Exercício Prático: Mais Caixas Para a Mesma Pessoa
Inspirado nos estudos de Hall e Crisp e de Gaither e colegas. Leva cerca de dez minutos, com papel e caneta.
- Escolha uma pessoa. Alguém que você costuma lembrar por um único rótulo: "o do outro partido", "a da outra igreja", "o chefe".
- Escreva o rótulo. Uma palavra só, a primeira que vem.
- Acrescente cinco caixas. Liste cinco outras formas de descrever essa pessoa, sem relação com o rótulo: o que ela faz nos fins de semana, de quem cuida, do que tem medo, onde nasceu, o que a faz rir.
- Repita com você. Escreva o rótulo que mais pesa sobre você e, embaixo, cinco outras partes de quem você é.
- Releia as duas listas. Pergunte: o primeiro rótulo ainda parece a pessoa inteira?
O exercício serve para reflexão. Se você sofre com rejeição, discriminação ou dúvidas persistentes sobre a própria identidade, conversar com um profissional de saúde mental pode ajudar.
📚 Referências Científicas
- Chen, J. M., & Hamilton, D. L. (2012). Natural ambiguities: Racial categorization of multiracial individuals. Journal of Experimental Social Psychology, 48(1), 152-164. DOI: 10.1016/j.jesp.2011.10.005
- Fiske, S. T., & Neuberg, S. L. (1990). A Continuum of Impression Formation, from Category-Based to Individuating Processes: Influences of Information and Motivation on Attention and Interpretation. Advances in Experimental Social Psychology, 1-74. DOI: 10.1016/S0065-2601(08)60317-2
- Freeman, J. B., & Ambady, N. (2011). A dynamic interactive theory of person construal. Psychological Review, 118(2), 247-279. DOI: 10.1037/a0022327
- Gaither, S. E., Remedios, J. D., Sanchez, D. T., & Sommers, S. R. (2015). Thinking Outside the Box: Multiple Identity Mind-Sets Affect Creative Problem Solving. Social Psychological and Personality Science, 6(5), 596-603. DOI: 10.1177/1948550614568866
- Halberstadt, J., & Winkielman, P. (2014). Easy on the eyes, or hard to categorize: Classification difficulty decreases the appeal of facial blends. Journal of Experimental Social Psychology, 50, 175-183. DOI: 10.1016/j.jesp.2013.08.004
- Hall, N. R., & Crisp, R. J. (2005). Considering Multiple Criteria for Social Categorization Can Reduce Intergroup Bias. Personality and Social Psychology Bulletin, 31(10), 1435-1444. DOI: 10.1177/0146167205276084
- Haslam, N., Rothschild, L., & Ernst, D. (2000). Essentialist beliefs about social categories. British Journal of Social Psychology, 39(1), 113-127. DOI: 10.1348/014466600164363
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- Macrae, C. N., & Bodenhausen, G. V. (2000). Social Cognition: Thinking Categorically about Others. Annual Review of Psychology, 51(1), 93-120. DOI: 10.1146/annurev.psych.51.1.93
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- Paluck, E. L., Porat, R., Clark, C. S., & Green, D. P. (2021). Prejudice Reduction: Progress and Challenges. Annual Review of Psychology, 72(1), 533-560. DOI: 10.1146/annurev-psych-071620-030619
- Roccas, S., & Brewer, M. B. (2002). Social Identity Complexity. Personality and Social Psychology Review, 6(2), 88-106. DOI: 10.1207/S15327957PSPR0602_01
- Tajfel, H., Billig, M. G., Bundy, R. P., & Flament, C. (1971). Social categorization and intergroup behaviour. European Journal of Social Psychology, 1(2), 149-178. DOI: 10.1002/ejsp.2420010202
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Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional e não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento de psicólogos, psiquiatras ou outros profissionais de saúde. Se emoções difíceis ligadas a rejeição, discriminação ou identidade forem intensas ou persistentes, procure ajuda profissional. No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.
Os estudos citados descrevem tendências de grupo, em amostras e países específicos, a maior parte com tarefas de laboratório. O estudo sobre hipodescendência foi feito nos Estados Unidos, e os resultados sobre categorização racial não se transferem automaticamente para o Brasil. O paralelo entre a canção e os estudos é uma interpretação, não um resultado de pesquisa.
As referências à canção de Arnaldo Antunes, às gravações, às demais canções e aos filmes têm caráter cultural e analítico, sem reprodução de letra e sem interpretação biográfica.

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