quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Por Quem os Sinos Dobram: O Eu Que Também É Feito dos Outros

Pintura em pontilhismo, ao amanhecer: num campanário de pedra em primeiro plano, à esquerda, um grande sino de bronze balança, e anéis dourados de luz se espalham a partir dele sobre os telhados de telha de uma pequena cidade na encosta. Nas ruas estreitas, dezenas de pessoas pequenas caminham juntas em direção à praça, onde se ergue a torre de uma igreja. Ao fundo, colinas e um céu em tons de rosa, laranja e azul

Por NOUS · A Lei Universal


🎵 SÉRIE MÚSICA & CONSCIÊNCIA — CAPÍTULO 23
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Se alguém pedir que você se descreva, por onde você começa? Muita gente começa pelo que é só seu: um traço, um gosto, uma profissão. Outros começam pelos outros: filho de quem, mãe de quem, de que cidade, de que família. As duas respostas são verdadeiras. A diferença é onde cada uma põe a fronteira do "eu".

Em 1624, um poeta inglês que tinha passado por uma doença publicou que nenhum ser humano é uma ilha. Em 1979, Raul Seixas deu a um disco o título que nasceu dessa frase. A psicologia, por outro caminho, passou décadas medindo o quanto cada pessoa se vê separada ou ligada aos outros. A pergunta deste capítulo é: onde termina o seu "eu", e o que a pesquisa observa quando os outros fazem parte dele?

Uma canção de 1979 e uma frase de 1624

Por Quem os Sinos Dobram é de Raul Seixas e Oscar Rasmussen. É a faixa-título do disco que Raul lançou em 1979 pela WEA, todo composto pela dupla. O título vem do romance de Ernest Hemingway e do filme baseado nele.

Hemingway, por sua vez, tirou o título de um texto religioso do século XVII. O autor é John Donne, poeta e pregador inglês. A letra da canção não é reproduzida aqui. O que interessa a este capítulo é a ideia que atravessa as três obras: a de que a vida de cada pessoa está amarrada à vida das outras.

O que John Donne escreveu, de fato

Durante uma doença, Donne escreveu uma série de reflexões, publicadas em 1624 com o título Devotions upon Emergent Occasions, algo como "Devoções para ocasiões urgentes". Os capítulos acompanham a doença passo a passo: o doente vai para a cama, o médico é chamado.

Na Meditação XVII, ele ouve o sino de uma igreja dobrar por alguém que está muito doente, talvez à beira da morte, e se pergunta se não dobra por ele mesmo. O trecho mais conhecido diz, em tradução livre:

"Nenhum homem é uma ilha, inteiro em si mesmo; cada homem é um pedaço do continente, uma parte do todo. [...] A morte de qualquer homem me diminui, porque estou envolvido na humanidade. E por isso nunca mande perguntar por quem os sinos dobram: eles dobram por ti."

O texto é uma meditação cristã. Donne parte da ideia de que a igreja é universal e de que tudo o que ela faz pertence a todos. A frase sobre a ilha é uma afirmação filosófica e religiosa dele, não um dado. O que a ciência pode fazer é outra coisa: medir o quanto as pessoas, de fato, se sentem ligadas aos outros.

Da metáfora à pergunta: onde termina o eu?

Ninguém duvida que vivemos cercados de gente. A pergunta da psicologia é mais fina: as outras pessoas ficam do lado de fora da sua identidade, ou entram nela?

A resposta curta é que depende. Depende da pessoa, do momento, da relação e da cultura em que ela cresceu. E essa variação pode ser medida, com escalas, experimentos e até testes de memória. É esse o caminho dos próximos tópicos.

Dois jeitos de se ver: separado ou ligado

Em 1991, Hazel Markus e Shinobu Kitayama publicaram na Psychological Review um artigo cujo título resume a proposta: a cultura molda o "eu", com consequências para o pensamento, a emoção e a motivação.

A partir desse trabalho, a psicologia passou a falar em duas imagens de si. O termo técnico é autoconstrução, o modo como a pessoa entende a si mesma. Na autoconstrução independente, o centro é a separação e a singularidade do indivíduo. Na autoconstrução interdependente, o centro são as ligações e as relações com os outros.

A descrição clássica associa a primeira ao Ocidente e a segunda a culturas não ocidentais. Como veremos, essa divisão geográfica é simples demais.

As duas imagens convivem na mesma pessoa

Em 1994, Theodore Singelis criou uma escala para medir as duas imagens. São 24 frases, e a pessoa diz o quanto concorda com cada uma. Uma parte das frases fala de separação e singularidade. A outra fala de ligação e de relações.

O ponto central do trabalho é que as duas imagens não são opostas numa mesma régua. Elas podem coexistir na mesma pessoa e ser medidas separadamente. Os testes estatísticos, feitos com duas amostras de estudantes universitários de várias origens étnicas, confirmaram as duas dimensões distintas.

Isso muda a pergunta. Não se trata de saber se alguém é "individualista" ou "coletivista", como se fosse um rótulo. Trata-se de saber quanto de cada imagem a pessoa carrega.

O mapa não se divide só em Oriente e Ocidente

Em 2016, um grupo de 72 pesquisadores, liderado por Vivian Vignoles, publicou um estudo com um título direto: ir além da dicotomia entre Oriente e Ocidente, olhando a variação global nos modelos culturais de "eu".

Esse estudo entra aqui só pelo título, porque o resumo não foi lido nesta pesquisa. O que o título já indica basta para um alerta: dividir o mundo em dois blocos de cultura deixa variação demais de fora.

Outro alerta vem de 2010. Joseph Henrich, Steven Heine e Ara Norenzayan mostraram que boa parte da psicologia se baseia em amostras de países ocidentais, escolarizados, industrializados, ricos e democráticos. Entre os temas em que essas populações destoam do resto da humanidade, eles listam justamente os conceitos de si mesmo.

Um lembrete muda a lente, por um tempo

Se as duas imagens convivem, dá para puxar uma ou outra para a frente? Em 1999, Wendi Gardner, Shira Gabriel e Angela Lee testaram isso com uma técnica chamada pré-ativação: uma tarefa curta que deixa certa ideia mais disponível na mente.

No primeiro experimento, estudantes norte-americanos de origem europeia que passaram por uma tarefa centrada no "nós" mostraram valores e julgamentos mais voltados ao grupo. A mudança foi explicada pela mudança na forma como se descreviam.

No segundo, estudantes dos Estados Unidos e de Hong Kong receberam lembretes coerentes ou contrários à visão mais comum na própria cultura. Os lembretes contrários mexeram mais com eles.

O achado sugere que a fronteira do "eu" não é fixa. Mas o efeito foi medido logo depois da tarefa, com estudantes. Ele não mostra uma mudança duradoura.

Dois círculos que se sobrepõem

A forma mais simples de medir essa fronteira cabe num desenho. Em 1992, Arthur Aron, Elaine Aron e Danny Smollan apresentaram a escala de Inclusão do Outro no Eu. São pares de círculos, um para "eu" e outro para a outra pessoa. A pessoa escolhe o par que melhor descreve a relação, dos círculos separados aos quase sobrepostos.

Parece simples demais para medir algo tão complexo. Em 2015, Simon Gächter, Chris Starmer e Fabio Tufano puseram isso à prova em três estudos on-line, com 772 adultos de perfis variados.

Seis escalas diferentes de proximidade, mais longas, se correlacionaram com o desenho dos círculos. Um índice que combinou essas medidas se correlacionou fortemente com ele (0,85, numa escala em que 1 seria a correspondência perfeita). E a tarefa leva menos de um minuto.

Quando a memória confunde você com quem você ama

Os círculos medem o que a pessoa diz sentir. Haveria algum sinal disso fora da opinião dela? Em 2003, Debra Mashek, Arthur Aron e Maria Boncimino procuraram esse sinal na memória.

Os participantes avaliavam vários traços de personalidade para si mesmos, para pessoas próximas e para pessoas distantes, como celebridades. Depois vinha uma tarefa surpresa: lembrar para quem cada traço tinha sido avaliado.

Nos três estudos, as pessoas confundiram mais os traços avaliados para si com os avaliados para alguém próximo. Os resultados sugerem que a confusão vinha da proximidade, e não só de conhecer bem a pessoa ou de ela ser parecida. Na memória, quem está perto fica com fronteira menos nítida.

A mesma ideia apareceu num estudo de imagem cerebral com casais de décadas, discutido em Neurociência dos Relacionamentos: algumas respostas do cérebro acompanharam o quanto a pessoa sentia o parceiro como parte de si.

A comunidade também cabe no círculo

Donne não falava só de amigos e parentes. Falava do continente inteiro. A pesquisa também tentou medir ligações mais amplas que a de um par.

Em 2007, Debra Mashek, Lisa Cannaday e June Tangney adaptaram o desenho dos círculos para a comunidade. Na escala de Inclusão da Comunidade no Eu, um dos círculos representa a comunidade da pessoa, não alguém específico.

Numa amostra de 190 estudantes, a medida se mostrou estável quando repetida e coerente com outras medidas de ligação. Mais importante: ela mediu algo diferente da proximidade com uma pessoa. Uma segunda amostra independente reforçou o resultado.

Ou seja, sentir-se parte de uma comunidade não é a soma das relações próximas. É uma ligação própria, que pode ser forte em quem tem poucos amigos íntimos, ou fraca em quem tem muitos.

Depender não é fraqueza: é estrutura

Até aqui, o foco foi como cada um se vê. Mas a interdependência também é um fato prático: o que acontece com você depende do que os outros fazem, e vice-versa.

Em 2003, Caryl Rusbult e Paul Van Lange revisaram a teoria da interdependência. Ela analisa as situações entre pessoas por seis dimensões de estrutura. Cada situação traz problemas e oportunidades próprios, e por isso pede motivos diferentes.

Um conceito da teoria é especialmente útil: a transformação. Numa situação, a pessoa nem sempre age pelo ganho imediato. Ela pode agir levando em conta metas de longo prazo e o bem-estar do outro. É assim que a teoria explica parte do que chamamos de cuidado.

Contar com os outros também muda a forma como o corpo enfrenta uma ameaça, como mostram os estudos discutidos em Stand by Me.

Uma felicidade que se alcança junto

Se a fronteira do "eu" varia, talvez a felicidade também varie. Em 2015, Hidehumi Hitokoto e Yukiko Uchida propuseram o conceito de felicidade interdependente: a felicidade buscada e alcançada junto com os outros.

Eles criaram uma escala de nove itens e a testaram em quatro estudos. Participaram estudantes do Japão e dos Estados Unidos e adultos que trabalham nos Estados Unidos, na Alemanha, no Japão e na Coreia do Sul. Também participaram adultos e idosos de regiões japonesas mais coletivistas.

A escala se associou ao bem-estar geral e à autoconstrução interdependente. E, entre os japoneses, ela explicou o bem-estar melhor do que entre os norte-americanos. É um sinal de que o "estar bem" também tem sotaque cultural.

O que a evidência ainda não sabe

  • A frase de Donne não é testável. Que a morte de qualquer pessoa diminua todas as outras é uma afirmação filosófica e religiosa. A pesquisa mede o quanto as pessoas se sentem ligadas, não se elas estão ligadas num sentido último.
  • Muito vem de estudantes universitários. A escala de Singelis, os experimentos de Gardner e a escala de comunidade foram testados sobretudo com estudantes.
  • O Brasil quase não aparece. Os estudos citados vêm dos Estados Unidos, da Ásia e da Europa. Não se sabe quanto os resultados valem aqui.
  • O efeito do lembrete é de curto prazo. O estudo de Gardner mediu a mudança logo depois da tarefa. Ele não diz que um exercício muda a identidade de alguém.
  • Limite desta pesquisa. Os trabalhos de Markus e Kitayama (1991), de Aron e colegas (1992) e de Vignoles e colegas (2016) entraram só pelo que o título verificado sustenta. O de Hitokoto e Uchida foi lido em resumo condensado.
  • Tudo descreve tendências de grupo. Nenhum desses estudos diz como uma pessoa específica se vê ou deveria se ver.

Sentir-se desligado de todos por muito tempo é diferente de ter uma autoconstrução mais independente. Se esse isolamento pesa ou não passa, procure um psicólogo.

O sino que toca para você

Donne ouviu um sino e entendeu que ele também falava dele. A pesquisa não confirma a metafísica dessa intuição. Mas descreve algo que se aproxima dela: na mente de muita gente, os outros não ficam do lado de fora.

Eles entram na forma como a pessoa se descreve, nos círculos que ela desenha e até nos erros da memória. E entram de jeitos diferentes conforme a cultura, a relação e o momento.

Isso tem uma consequência prática. Perguntar "quem eu sou?" sem perguntar "com quem eu sou?" deixa metade da resposta de fora. Nem a independência total nem a fusão total aparecem nos dados como ideal. O que aparece é uma fronteira que cada um ajusta, relação por relação.

🎧 Ressonância Universal

Ouça Por Quem os Sinos Dobram na voz de Raul Seixas, pelo canal oficial do artista. Enquanto a canção toca, pense em uma pessoa que hoje faz parte da forma como você se descreve, e em quando foi que ela entrou.

🎶 Músicas Relacionadas a Este Tema

📖 Próximo Capítulo da Série:
Capítulo 24: Homem com H — Quando Ser Homem Parece Algo Que Precisa Ser Provado: o Que a Pesquisa Chama de Masculinidade Precária (em breve) →

5 Pilares Para Quem Não É uma Ilha

  1. O "eu" tem fronteira variável. A psicologia descreve uma imagem de si mais separada e outra mais ligada aos outros.
  2. As duas imagens convivem. Na escala de Singelis, ser independente e ser interdependente são dimensões distintas, não opostos.
  3. Quem está perto entra na memória. Pessoas confundem mais os próprios traços com os de alguém próximo do que com os de alguém distante.
  4. A comunidade é uma ligação própria. Sentir-se parte de um lugar não é a soma das amizades.
  5. Cultura muda o mapa. Os resultados variam entre países, e a divisão entre Oriente e Ocidente é simples demais.

🧠 Aprofunde seu Conhecimento

🎬 Filmes Para Sentir Este Tema na Pele

  • Por Quem os Sinos Dobram (1943): a adaptação do romance de Hemingway, em que um americano luta na Guerra Civil Espanhola ao lado de um pequeno grupo de guerrilheiros.
  • A Felicidade Não Se Compra (1946): um homem à beira do desespero vê como seria a sua cidade se ele nunca tivesse existido.
  • Náufrago (2000): um homem fica anos sozinho numa ilha deserta e descobre o que significa estar, de fato, isolado.

📝 Teste o Que Você Entendeu

  1. Na escala de Singelis, como se relacionam a autoconstrução independente e a interdependente?
  2. No estudo de Gächter e colegas, o que se descobriu sobre o desenho dos círculos em comparação com escalas mais longas?
  3. No estudo de Mashek, Aron e Boncimino, com quem as pessoas mais confundiam os próprios traços?
  4. Por que a frase de Donne sobre a ilha não pode ser confirmada nem desmentida pela pesquisa?

🛠️ Exercício Prático: Os Seus Círculos

Inspirado nas escalas de Aron e colegas e de Mashek e colegas. Leva cerca de dez minutos, com papel e caneta.

  1. Desenhe o seu círculo. No centro da folha, um círculo com a palavra "eu".
  2. Escolha cinco pessoas. Para cada uma, desenhe outro círculo, mais perto ou mais longe, sobreposto ou separado, conforme você sente a relação hoje.
  3. Acrescente um lugar. Desenhe um círculo para uma comunidade: o bairro, a cidade, um grupo de que você participa.
  4. Compare. Quais círculos ficaram mais sobrepostos? Algum ficou mais longe do que você gostaria?
  5. Escreva uma frase. Complete: "Uma parte de quem eu sou veio de…"

O exercício serve para reflexão, não para avaliar relações nem diagnosticar ninguém. Não existe desenho certo. Se ele trouxer à tona um isolamento que pesa, procure apoio de um psicólogo.

📚 Referências Científicas

  • Aron, A., Aron, E. N., & Smollan, D. (1992). Inclusion of Other in the Self Scale and the structure of interpersonal closeness. Journal of Personality and Social Psychology, 63(4), 596-612. DOI: 10.1037/0022-3514.63.4.596
  • Gächter, S., Starmer, C., & Tufano, F. (2015). Measuring the Closeness of Relationships: A Comprehensive Evaluation of the 'Inclusion of the Other in the Self' Scale. PLOS ONE, 10(6), e0129478. DOI: 10.1371/journal.pone.0129478
  • Gardner, W. L., Gabriel, S., & Lee, A. Y. (1999). "I" Value Freedom, but "We" Value Relationships: Self-Construal Priming Mirrors Cultural Differences in Judgment. Psychological Science, 10(4), 321-326. DOI: 10.1111/1467-9280.00162
  • Henrich, J., Heine, S. J., & Norenzayan, A. (2010). The weirdest people in the world? Behavioral and Brain Sciences, 33(2-3), 61-83. DOI: 10.1017/S0140525X0999152X
  • Hitokoto, H., & Uchida, Y. (2015). Interdependent Happiness: Theoretical Importance and Measurement Validity. Journal of Happiness Studies, 16(1), 211-239. DOI: 10.1007/s10902-014-9505-8
  • Markus, H. R., & Kitayama, S. (1991). Culture and the self: Implications for cognition, emotion, and motivation. Psychological Review, 98(2), 224-253. DOI: 10.1037/0033-295X.98.2.224
  • Mashek, D. J., Aron, A., & Boncimino, M. (2003). Confusions of Self With Close Others. Personality and Social Psychology Bulletin, 29(3), 382-392. DOI: 10.1177/0146167202250220
  • Mashek, D., Cannaday, L. W., & Tangney, J. P. (2007). Inclusion of community in self scale: A single-item pictorial measure of community connectedness. Journal of Community Psychology, 35(2), 257-275. DOI: 10.1002/jcop.20146
  • Rusbult, C. E., & Van Lange, P. A. M. (2003). Interdependence, Interaction, and Relationships. Annual Review of Psychology, 54, 351-375. DOI: 10.1146/annurev.psych.54.101601.145059
  • Singelis, T. M. (1994). The Measurement of Independent and Interdependent Self-Construals. Personality and Social Psychology Bulletin, 20(5), 580-591. DOI: 10.1177/0146167294205014
  • Vignoles, V. L., Owe, E., Becker, M., Smith, P. B., et al. (2016). Beyond the 'east-west' dichotomy: Global variation in cultural models of selfhood. Journal of Experimental Psychology: General, 145(8), 966-1000. DOI: 10.1037/xge0000175
  • Fonte primária: Donne, J. (1624). Devotions upon Emergent Occasions, Meditação XVII. Edição consultada: The Works of John Donne, vol. III, org. Henry Alford. Londres: John W. Parker, 1839, p. 574-575.

⚖️ Aviso Legal e Isenção de Responsabilidade

Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional e não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento de psicólogos, psiquiatras ou outros profissionais de saúde. Se a sensação de isolamento ou de desligamento dos outros for intensa ou persistente, procure ajuda profissional. No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.

Os estudos citados descrevem tendências de grupo, em amostras e países específicos, boa parte com estudantes universitários. Os resultados não se transferem automaticamente para o Brasil. A frase de John Donne é apresentada como afirmação filosófica e religiosa do autor, não como resultado de pesquisa, e o paralelo entre a canção e os estudos é uma interpretação.

As referências à canção de Raul Seixas e Oscar Rasmussen, ao romance de Ernest Hemingway, ao texto de John Donne, às demais canções e aos filmes têm caráter cultural e analítico, sem reprodução de letra e sem interpretação biográfica.

Escrito e editado por Bralilton Gomes, que publica sob o nome editorial NOUS. Parnamirim, Rio Grande do Norte.

Não é médico, psicólogo nem pesquisador: é curador de evidência científica. Cada referência citada é conferida antes da publicação, e os textos são produzidos com apoio de inteligência artificial sob revisão humana. Método completo.

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