Por NOUS · A Lei Universal
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Se alguém pedir que você se descreva, por onde você começa? Muita gente começa pelo que é só seu: um traço, um gosto, uma profissão. Outros começam pelos outros: filho de quem, mãe de quem, de que cidade, de que família. As duas respostas são verdadeiras. A diferença é onde cada uma põe a fronteira do "eu".
Em 1624, um poeta inglês que tinha passado por uma doença publicou que nenhum ser humano é uma ilha. Em 1979, Raul Seixas deu a um disco o título que nasceu dessa frase. A psicologia, por outro caminho, passou décadas medindo o quanto cada pessoa se vê separada ou ligada aos outros. A pergunta deste capítulo é: onde termina o seu "eu", e o que a pesquisa observa quando os outros fazem parte dele?
Uma canção de 1979 e uma frase de 1624
Por Quem os Sinos Dobram é de Raul Seixas e Oscar Rasmussen. É a faixa-título do disco que Raul lançou em 1979 pela WEA, todo composto pela dupla. O título vem do romance de Ernest Hemingway e do filme baseado nele.
Hemingway, por sua vez, tirou o título de um texto religioso do século XVII. O autor é John Donne, poeta e pregador inglês. A letra da canção não é reproduzida aqui. O que interessa a este capítulo é a ideia que atravessa as três obras: a de que a vida de cada pessoa está amarrada à vida das outras.
O que John Donne escreveu, de fato
Durante uma doença, Donne escreveu uma série de reflexões, publicadas em 1624 com o título Devotions upon Emergent Occasions, algo como "Devoções para ocasiões urgentes". Os capítulos acompanham a doença passo a passo: o doente vai para a cama, o médico é chamado.
Na Meditação XVII, ele ouve o sino de uma igreja dobrar por alguém que está muito doente, talvez à beira da morte, e se pergunta se não dobra por ele mesmo. O trecho mais conhecido diz, em tradução livre:
"Nenhum homem é uma ilha, inteiro em si mesmo; cada homem é um pedaço do continente, uma parte do todo. [...] A morte de qualquer homem me diminui, porque estou envolvido na humanidade. E por isso nunca mande perguntar por quem os sinos dobram: eles dobram por ti."
O texto é uma meditação cristã. Donne parte da ideia de que a igreja é universal e de que tudo o que ela faz pertence a todos. A frase sobre a ilha é uma afirmação filosófica e religiosa dele, não um dado. O que a ciência pode fazer é outra coisa: medir o quanto as pessoas, de fato, se sentem ligadas aos outros.
Da metáfora à pergunta: onde termina o eu?
Ninguém duvida que vivemos cercados de gente. A pergunta da psicologia é mais fina: as outras pessoas ficam do lado de fora da sua identidade, ou entram nela?
A resposta curta é que depende. Depende da pessoa, do momento, da relação e da cultura em que ela cresceu. E essa variação pode ser medida, com escalas, experimentos e até testes de memória. É esse o caminho dos próximos tópicos.
Dois jeitos de se ver: separado ou ligado
Em 1991, Hazel Markus e Shinobu Kitayama publicaram na Psychological Review um artigo cujo título resume a proposta: a cultura molda o "eu", com consequências para o pensamento, a emoção e a motivação.
A partir desse trabalho, a psicologia passou a falar em duas imagens de si. O termo técnico é autoconstrução, o modo como a pessoa entende a si mesma. Na autoconstrução independente, o centro é a separação e a singularidade do indivíduo. Na autoconstrução interdependente, o centro são as ligações e as relações com os outros.
A descrição clássica associa a primeira ao Ocidente e a segunda a culturas não ocidentais. Como veremos, essa divisão geográfica é simples demais.
As duas imagens convivem na mesma pessoa
Em 1994, Theodore Singelis criou uma escala para medir as duas imagens. São 24 frases, e a pessoa diz o quanto concorda com cada uma. Uma parte das frases fala de separação e singularidade. A outra fala de ligação e de relações.
O ponto central do trabalho é que as duas imagens não são opostas numa mesma régua. Elas podem coexistir na mesma pessoa e ser medidas separadamente. Os testes estatísticos, feitos com duas amostras de estudantes universitários de várias origens étnicas, confirmaram as duas dimensões distintas.
Isso muda a pergunta. Não se trata de saber se alguém é "individualista" ou "coletivista", como se fosse um rótulo. Trata-se de saber quanto de cada imagem a pessoa carrega.
O mapa não se divide só em Oriente e Ocidente
Em 2016, um grupo de 72 pesquisadores, liderado por Vivian Vignoles, publicou um estudo com um título direto: ir além da dicotomia entre Oriente e Ocidente, olhando a variação global nos modelos culturais de "eu".
Esse estudo entra aqui só pelo título, porque o resumo não foi lido nesta pesquisa. O que o título já indica basta para um alerta: dividir o mundo em dois blocos de cultura deixa variação demais de fora.
Outro alerta vem de 2010. Joseph Henrich, Steven Heine e Ara Norenzayan mostraram que boa parte da psicologia se baseia em amostras de países ocidentais, escolarizados, industrializados, ricos e democráticos. Entre os temas em que essas populações destoam do resto da humanidade, eles listam justamente os conceitos de si mesmo.
Um lembrete muda a lente, por um tempo
Se as duas imagens convivem, dá para puxar uma ou outra para a frente? Em 1999, Wendi Gardner, Shira Gabriel e Angela Lee testaram isso com uma técnica chamada pré-ativação: uma tarefa curta que deixa certa ideia mais disponível na mente.
No primeiro experimento, estudantes norte-americanos de origem europeia que passaram por uma tarefa centrada no "nós" mostraram valores e julgamentos mais voltados ao grupo. A mudança foi explicada pela mudança na forma como se descreviam.
No segundo, estudantes dos Estados Unidos e de Hong Kong receberam lembretes coerentes ou contrários à visão mais comum na própria cultura. Os lembretes contrários mexeram mais com eles.
O achado sugere que a fronteira do "eu" não é fixa. Mas o efeito foi medido logo depois da tarefa, com estudantes. Ele não mostra uma mudança duradoura.
Dois círculos que se sobrepõem
A forma mais simples de medir essa fronteira cabe num desenho. Em 1992, Arthur Aron, Elaine Aron e Danny Smollan apresentaram a escala de Inclusão do Outro no Eu. São pares de círculos, um para "eu" e outro para a outra pessoa. A pessoa escolhe o par que melhor descreve a relação, dos círculos separados aos quase sobrepostos.
Parece simples demais para medir algo tão complexo. Em 2015, Simon Gächter, Chris Starmer e Fabio Tufano puseram isso à prova em três estudos on-line, com 772 adultos de perfis variados.
Seis escalas diferentes de proximidade, mais longas, se correlacionaram com o desenho dos círculos. Um índice que combinou essas medidas se correlacionou fortemente com ele (0,85, numa escala em que 1 seria a correspondência perfeita). E a tarefa leva menos de um minuto.
Quando a memória confunde você com quem você ama
Os círculos medem o que a pessoa diz sentir. Haveria algum sinal disso fora da opinião dela? Em 2003, Debra Mashek, Arthur Aron e Maria Boncimino procuraram esse sinal na memória.
Os participantes avaliavam vários traços de personalidade para si mesmos, para pessoas próximas e para pessoas distantes, como celebridades. Depois vinha uma tarefa surpresa: lembrar para quem cada traço tinha sido avaliado.
Nos três estudos, as pessoas confundiram mais os traços avaliados para si com os avaliados para alguém próximo. Os resultados sugerem que a confusão vinha da proximidade, e não só de conhecer bem a pessoa ou de ela ser parecida. Na memória, quem está perto fica com fronteira menos nítida.
A mesma ideia apareceu num estudo de imagem cerebral com casais de décadas, discutido em Neurociência dos Relacionamentos: algumas respostas do cérebro acompanharam o quanto a pessoa sentia o parceiro como parte de si.
A comunidade também cabe no círculo
Donne não falava só de amigos e parentes. Falava do continente inteiro. A pesquisa também tentou medir ligações mais amplas que a de um par.
Em 2007, Debra Mashek, Lisa Cannaday e June Tangney adaptaram o desenho dos círculos para a comunidade. Na escala de Inclusão da Comunidade no Eu, um dos círculos representa a comunidade da pessoa, não alguém específico.
Numa amostra de 190 estudantes, a medida se mostrou estável quando repetida e coerente com outras medidas de ligação. Mais importante: ela mediu algo diferente da proximidade com uma pessoa. Uma segunda amostra independente reforçou o resultado.
Ou seja, sentir-se parte de uma comunidade não é a soma das relações próximas. É uma ligação própria, que pode ser forte em quem tem poucos amigos íntimos, ou fraca em quem tem muitos.
Depender não é fraqueza: é estrutura
Até aqui, o foco foi como cada um se vê. Mas a interdependência também é um fato prático: o que acontece com você depende do que os outros fazem, e vice-versa.
Em 2003, Caryl Rusbult e Paul Van Lange revisaram a teoria da interdependência. Ela analisa as situações entre pessoas por seis dimensões de estrutura. Cada situação traz problemas e oportunidades próprios, e por isso pede motivos diferentes.
Um conceito da teoria é especialmente útil: a transformação. Numa situação, a pessoa nem sempre age pelo ganho imediato. Ela pode agir levando em conta metas de longo prazo e o bem-estar do outro. É assim que a teoria explica parte do que chamamos de cuidado.
Contar com os outros também muda a forma como o corpo enfrenta uma ameaça, como mostram os estudos discutidos em Stand by Me.
Uma felicidade que se alcança junto
Se a fronteira do "eu" varia, talvez a felicidade também varie. Em 2015, Hidehumi Hitokoto e Yukiko Uchida propuseram o conceito de felicidade interdependente: a felicidade buscada e alcançada junto com os outros.
Eles criaram uma escala de nove itens e a testaram em quatro estudos. Participaram estudantes do Japão e dos Estados Unidos e adultos que trabalham nos Estados Unidos, na Alemanha, no Japão e na Coreia do Sul. Também participaram adultos e idosos de regiões japonesas mais coletivistas.
A escala se associou ao bem-estar geral e à autoconstrução interdependente. E, entre os japoneses, ela explicou o bem-estar melhor do que entre os norte-americanos. É um sinal de que o "estar bem" também tem sotaque cultural.
O que a evidência ainda não sabe
- A frase de Donne não é testável. Que a morte de qualquer pessoa diminua todas as outras é uma afirmação filosófica e religiosa. A pesquisa mede o quanto as pessoas se sentem ligadas, não se elas estão ligadas num sentido último.
- Muito vem de estudantes universitários. A escala de Singelis, os experimentos de Gardner e a escala de comunidade foram testados sobretudo com estudantes.
- O Brasil quase não aparece. Os estudos citados vêm dos Estados Unidos, da Ásia e da Europa. Não se sabe quanto os resultados valem aqui.
- O efeito do lembrete é de curto prazo. O estudo de Gardner mediu a mudança logo depois da tarefa. Ele não diz que um exercício muda a identidade de alguém.
- Limite desta pesquisa. Os trabalhos de Markus e Kitayama (1991), de Aron e colegas (1992) e de Vignoles e colegas (2016) entraram só pelo que o título verificado sustenta. O de Hitokoto e Uchida foi lido em resumo condensado.
- Tudo descreve tendências de grupo. Nenhum desses estudos diz como uma pessoa específica se vê ou deveria se ver.
Sentir-se desligado de todos por muito tempo é diferente de ter uma autoconstrução mais independente. Se esse isolamento pesa ou não passa, procure um psicólogo.
O sino que toca para você
Donne ouviu um sino e entendeu que ele também falava dele. A pesquisa não confirma a metafísica dessa intuição. Mas descreve algo que se aproxima dela: na mente de muita gente, os outros não ficam do lado de fora.
Eles entram na forma como a pessoa se descreve, nos círculos que ela desenha e até nos erros da memória. E entram de jeitos diferentes conforme a cultura, a relação e o momento.
Isso tem uma consequência prática. Perguntar "quem eu sou?" sem perguntar "com quem eu sou?" deixa metade da resposta de fora. Nem a independência total nem a fusão total aparecem nos dados como ideal. O que aparece é uma fronteira que cada um ajusta, relação por relação.
🎧 Ressonância Universal
Ouça Por Quem os Sinos Dobram na voz de Raul Seixas, pelo canal oficial do artista. Enquanto a canção toca, pense em uma pessoa que hoje faz parte da forma como você se descreve, e em quando foi que ela entrou.
🎶 Músicas Relacionadas a Este Tema
- 🎵 "Imagine" — John Lennon: quem cabe no seu círculo de cuidado, tema do capítulo 5.
- 🎵 "Stand by Me" — Ben E. King: a presença de alguém que muda o peso da ameaça, tema do capítulo 14.
- 🎵 Capítulo anterior: Inclassificáveis: Quando a Mente Não Sabe Onde Pôr Alguém
Capítulo 24: Homem com H — Quando Ser Homem Parece Algo Que Precisa Ser Provado: o Que a Pesquisa Chama de Masculinidade Precária (em breve) →
5 Pilares Para Quem Não É uma Ilha
- O "eu" tem fronteira variável. A psicologia descreve uma imagem de si mais separada e outra mais ligada aos outros.
- As duas imagens convivem. Na escala de Singelis, ser independente e ser interdependente são dimensões distintas, não opostos.
- Quem está perto entra na memória. Pessoas confundem mais os próprios traços com os de alguém próximo do que com os de alguém distante.
- A comunidade é uma ligação própria. Sentir-se parte de um lugar não é a soma das amizades.
- Cultura muda o mapa. Os resultados variam entre países, e a divisão entre Oriente e Ocidente é simples demais.
🧠 Aprofunde seu Conhecimento
- Stand by Me: Por Que a Ameaça Pesa Menos Quando Alguém Fica
- Neurociência dos Relacionamentos: Como o Cérebro Cria Vínculos e o que Sustenta o Amor
- O Que o Cérebro Sente Quando Está Só
- Inclassificáveis: Quando a Mente Não Sabe Onde Pôr Alguém — Capítulo 22 da Série
🎬 Filmes Para Sentir Este Tema na Pele
- Por Quem os Sinos Dobram (1943): a adaptação do romance de Hemingway, em que um americano luta na Guerra Civil Espanhola ao lado de um pequeno grupo de guerrilheiros.
- A Felicidade Não Se Compra (1946): um homem à beira do desespero vê como seria a sua cidade se ele nunca tivesse existido.
- Náufrago (2000): um homem fica anos sozinho numa ilha deserta e descobre o que significa estar, de fato, isolado.
📝 Teste o Que Você Entendeu
- Na escala de Singelis, como se relacionam a autoconstrução independente e a interdependente?
- No estudo de Gächter e colegas, o que se descobriu sobre o desenho dos círculos em comparação com escalas mais longas?
- No estudo de Mashek, Aron e Boncimino, com quem as pessoas mais confundiam os próprios traços?
- Por que a frase de Donne sobre a ilha não pode ser confirmada nem desmentida pela pesquisa?
🛠️ Exercício Prático: Os Seus Círculos
Inspirado nas escalas de Aron e colegas e de Mashek e colegas. Leva cerca de dez minutos, com papel e caneta.
- Desenhe o seu círculo. No centro da folha, um círculo com a palavra "eu".
- Escolha cinco pessoas. Para cada uma, desenhe outro círculo, mais perto ou mais longe, sobreposto ou separado, conforme você sente a relação hoje.
- Acrescente um lugar. Desenhe um círculo para uma comunidade: o bairro, a cidade, um grupo de que você participa.
- Compare. Quais círculos ficaram mais sobrepostos? Algum ficou mais longe do que você gostaria?
- Escreva uma frase. Complete: "Uma parte de quem eu sou veio de…"
O exercício serve para reflexão, não para avaliar relações nem diagnosticar ninguém. Não existe desenho certo. Se ele trouxer à tona um isolamento que pesa, procure apoio de um psicólogo.
📚 Referências Científicas
- Aron, A., Aron, E. N., & Smollan, D. (1992). Inclusion of Other in the Self Scale and the structure of interpersonal closeness. Journal of Personality and Social Psychology, 63(4), 596-612. DOI: 10.1037/0022-3514.63.4.596
- Gächter, S., Starmer, C., & Tufano, F. (2015). Measuring the Closeness of Relationships: A Comprehensive Evaluation of the 'Inclusion of the Other in the Self' Scale. PLOS ONE, 10(6), e0129478. DOI: 10.1371/journal.pone.0129478
- Gardner, W. L., Gabriel, S., & Lee, A. Y. (1999). "I" Value Freedom, but "We" Value Relationships: Self-Construal Priming Mirrors Cultural Differences in Judgment. Psychological Science, 10(4), 321-326. DOI: 10.1111/1467-9280.00162
- Henrich, J., Heine, S. J., & Norenzayan, A. (2010). The weirdest people in the world? Behavioral and Brain Sciences, 33(2-3), 61-83. DOI: 10.1017/S0140525X0999152X
- Hitokoto, H., & Uchida, Y. (2015). Interdependent Happiness: Theoretical Importance and Measurement Validity. Journal of Happiness Studies, 16(1), 211-239. DOI: 10.1007/s10902-014-9505-8
- Markus, H. R., & Kitayama, S. (1991). Culture and the self: Implications for cognition, emotion, and motivation. Psychological Review, 98(2), 224-253. DOI: 10.1037/0033-295X.98.2.224
- Mashek, D. J., Aron, A., & Boncimino, M. (2003). Confusions of Self With Close Others. Personality and Social Psychology Bulletin, 29(3), 382-392. DOI: 10.1177/0146167202250220
- Mashek, D., Cannaday, L. W., & Tangney, J. P. (2007). Inclusion of community in self scale: A single-item pictorial measure of community connectedness. Journal of Community Psychology, 35(2), 257-275. DOI: 10.1002/jcop.20146
- Rusbult, C. E., & Van Lange, P. A. M. (2003). Interdependence, Interaction, and Relationships. Annual Review of Psychology, 54, 351-375. DOI: 10.1146/annurev.psych.54.101601.145059
- Singelis, T. M. (1994). The Measurement of Independent and Interdependent Self-Construals. Personality and Social Psychology Bulletin, 20(5), 580-591. DOI: 10.1177/0146167294205014
- Vignoles, V. L., Owe, E., Becker, M., Smith, P. B., et al. (2016). Beyond the 'east-west' dichotomy: Global variation in cultural models of selfhood. Journal of Experimental Psychology: General, 145(8), 966-1000. DOI: 10.1037/xge0000175
- Fonte primária: Donne, J. (1624). Devotions upon Emergent Occasions, Meditação XVII. Edição consultada: The Works of John Donne, vol. III, org. Henry Alford. Londres: John W. Parker, 1839, p. 574-575.
⚖️ Aviso Legal e Isenção de Responsabilidade
Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional e não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento de psicólogos, psiquiatras ou outros profissionais de saúde. Se a sensação de isolamento ou de desligamento dos outros for intensa ou persistente, procure ajuda profissional. No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.
Os estudos citados descrevem tendências de grupo, em amostras e países específicos, boa parte com estudantes universitários. Os resultados não se transferem automaticamente para o Brasil. A frase de John Donne é apresentada como afirmação filosófica e religiosa do autor, não como resultado de pesquisa, e o paralelo entre a canção e os estudos é uma interpretação.
As referências à canção de Raul Seixas e Oscar Rasmussen, ao romance de Ernest Hemingway, ao texto de John Donne, às demais canções e aos filmes têm caráter cultural e analítico, sem reprodução de letra e sem interpretação biográfica.

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