sábado, 3 de outubro de 2026

Tocando em Frente: O Que a Pesquisa Chama de Sabedoria

Pintura do Pantanal ao amanhecer: sob um ipê-amarelo florido, um peão de barba branca, sentado num tronco caído, estende uma cuia a um jovem peão agachado na grama, enquanto outro, sentado ao lado, observa; dois cavalos selados descansam junto à árvore e, ao fundo, gado nelore branco pasta à beira de uma estrada de terra vermelha que segue até o horizonte

Por NOUS · A Lei Universal


🎵 SÉRIE MÚSICA & CONSCIÊNCIA — CAPÍTULO 19
60 músicas, 60 dimensões da consciência. Acompanhe a série completa →

Todo mundo conhece alguém a quem recorre quando a vida embola. Pode ser uma avó, um colega mais velho, um amigo que já passou por muita coisa. Essa pessoa não sabe tudo. Mas, diante de um problema seu, ela costuma ver o que você não está vendo. E quase nunca tem pressa de dar a resposta.

Uma canção brasileira de 1990 fala de alguém assim, que aprendeu com o caminho. A psicologia passou décadas tentando medir o que essa pessoa tem. A pergunta deste capítulo é: o que a pesquisa chama de sabedoria, ela vem mesmo com a idade e como ela aparece na vida comum?

Uma canção feita depressa sobre ir devagar

Tocando em Frente é uma composição de Almir Sater e Renato Teixeira, de 1990. Quem a gravou primeiro foi Maria Bethânia, no disco que comemorava os seus 25 anos de carreira, lançado no mesmo ano. Em 1991, a canção ganhou dois prêmios Sharp: canção do ano numa categoria especial e melhor canção de MPB.

Os dois autores contam de jeitos diferentes como a música nasceu, mas concordam num ponto curioso: ela saiu muito rápido. Uma música sobre não ter pressa foi escrita quase de uma vez.

A proposta da letra é simples. Quem canta já viveu bastante, errou, sofreu e aprendeu. Agora segue em frente com calma, como quem conduz uma boiada por uma estrada longa. Não há fórmula na canção. Há alguém que passou pela vida e tirou dela um jeito de andar.

O que Aristóteles chamou de sabedoria prática

No livro VI da Ética a Nicômaco, Aristóteles descreve o que chama de sabedoria prática. É a capacidade de deliberar bem sobre o que é bom para a vida como um todo. Não sobre um assunto só, como a saúde ou a força.

Em seguida ele observa que jovens podem ser ótimos em matemática, mas dificilmente têm sabedoria prática. Essa sabedoria lida com situações particulares, que só a experiência torna conhecidas. E experiência, diz Aristóteles, é algo que só o tempo dá.

Mais de dois mil anos depois, a psicologia resolveu testar essa ideia. O resultado não foi tão simples quanto o ditado.

Quando a psicologia decidiu medir a sabedoria

A sabedoria virou objeto de pesquisa a partir dos anos 1970. Em 2011, Ursula Staudinger e Judith Glück revisaram o que o campo tinha produzido desde então, na Annual Review of Psychology.

Elas mostram que a pesquisa se organizou em cinco frentes: o que as pessoas comuns entendem por sabedoria, como defini-la e medi-la, como ela se desenvolve, se pode ser estimulada e como aplicar esse conhecimento na vida.

Segundo as autoras, a área mostrou que é possível estudar um tema tão complexo com rigor. Mas não existe uma única medida de sabedoria. Vale conhecer as três principais.

Sabedoria como conhecimento sobre a vida

A primeira grande proposta veio de Berlim. Paul Baltes e Ursula Staudinger, num artigo de 2000 na American Psychologist, trataram a sabedoria como uma espécie de especialidade: um conhecimento profundo sobre como conduzir a vida.

Numa revisão posterior da própria Staudinger, o modelo tem cinco critérios. Conhecer fatos sobre a vida e saber agir diante dos seus problemas. Entender cada situação no seu contexto. Reconhecer que os valores variam entre as pessoas. E lidar bem com a incerteza.

Para medir isso, os pesquisadores apresentavam às pessoas problemas difíceis da vida e pediam que pensassem sobre eles. As respostas recebiam notas de acordo com os critérios. Segundo a mesma revisão, as notas costumam ficar abaixo do meio da escala. Nessa medida, respostas muito sábias são raras.

Sabedoria como jeito de ser

Outra linha de pesquisa olhou menos para o conhecimento e mais para a pessoa. Em 2003, Monika Ardelt publicou uma escala para medir a sabedoria como uma combinação de três dimensões.

As três dimensões são uma cognitiva, ligada ao pensar, uma reflexiva, ligada ao olhar para si e para as situações, e uma afetiva, ligada ao sentir. Para Ardelt, a sabedoria não está em nenhuma delas sozinha, e sim no que as três têm em comum.

A escala foi desenvolvida com 180 adultos de 52 anos ou mais e ficou com 39 itens. Segundo o estudo, mostrou-se confiável e válida para pesquisas com populações mais velhas.

Em Berlim, a sabedoria se demonstra resolvendo problemas. Na escala de Ardelt, a pessoa a relata sobre si mesma. A terceira linha olhou para outra coisa: o jeito de pensar.

As marcas do raciocínio sábio

O psicólogo Igor Grossmann e colegas estudam o que chamam de raciocínio sábio: como a pessoa pensa diante de um conflito concreto.

Nos estudos desse grupo, algumas marcas aparecem de forma recorrente. Reconhecer os limites do próprio conhecimento. Considerar o ponto de vista dos outros envolvidos. Buscar um meio-termo possível. E admitir que a situação pode mudar com o tempo, em vez de tratá-la como fixa.

A primeira dessas marcas tem parentesco com a humildade intelectual, que Mark Leary e colegas definiram, em 2017, como o grau em que alguém reconhece que suas crenças podem estar erradas. Nos estudos deles, ela andou junto com abertura, curiosidade, tolerância à ambiguidade e pouco dogmatismo. O tema foi tratado em detalhe no primeiro capítulo da série, Metamorfose Ambulante: A Neurociência da Mudança Real.

Com as marcas definidas, a pergunta de Aristóteles podia ser testada: elas aumentam com a idade?

Os mais velhos pensam melhor sobre conflitos?

Em 2010, Grossmann, Richard Nisbett e colegas publicaram na revista PNAS dois estudos com uma amostra representativa de uma comunidade. Os participantes liam histórias sobre conflitos entre grupos e entre pessoas e diziam como achavam que cada conflito ia se desenrolar.

As respostas foram classificadas pelas marcas do raciocínio sábio, num sistema validado por conselheiros profissionais e pesquisadores de sabedoria. O resultado favoreceu a velha intuição. Comparados aos jovens e aos adultos de meia-idade, os mais velhos usaram mais formas de pensar que reconhecem vários pontos de vista, admitem meio-termo e aceitam os limites do que se sabe.

Isso aconteceu apesar de uma perda bem documentada: com a idade, cai a inteligência fluida, a rapidez para resolver problemas novos. Os autores sugerem que esse dado ajuda a equilibrar a imagem do envelhecimento, que costuma ser contada só pelas perdas.

A idade não pesa igual em toda cultura

Em 2012, Grossmann e colegas entrevistaram amostras aleatórias de norte-americanos do Meio-Oeste dos Estados Unidos e de japoneses da região de Tóquio. Todos reagiram às mesmas histórias de conflito.

Entre os norte-americanos, o raciocínio sábio aumentou com a idade, como no estudo anterior. Entre os japoneses, não. E havia mais: jovens e adultos de meia-idade japoneses usaram mais estratégias de raciocínio sábio do que os norte-americanos da mesma idade.

Os autores lembram que as duas culturas lidam com conflitos de maneiras diferentes. No Japão, a motivação para manter a harmonia e evitar o confronto é maior, e isso tem consequências para o desenvolvimento do raciocínio sobre conflitos. Uma leitura possível, nossa, é que certas formas de pensar sobre conflito sejam aprendidas mais cedo lá.

A idade não age sozinha: o que cada cultura ensina também conta.

Mais sábios com o problema dos outros

O rei Salomão, na tradição bíblica, é o símbolo do juiz sábio que resolve as disputas alheias. A mesma tradição conta que, na própria vida, ele se desviou do caminho. Grossmann e Ethan Kross usaram essa história para dar nome a um fenômeno: o paradoxo de Salomão.

Em 2014, na Psychological Science, eles publicaram três experimentos com 693 participantes ao todo. A pergunta era simples: as pessoas raciocinam com mais sabedoria sobre o problema de outra pessoa do que sobre o próprio?

Sim. Diante do problema de relacionamento de outra pessoa, os participantes reconheceram mais os limites do que sabiam, consideraram mais os outros e deram mais peso ao meio-termo e à mudança futura. Diante do próprio problema, essas marcas diminuíram.

É o amigo que dá ótimos conselhos e não segue nenhum. Dá para levar à própria vida a clareza que temos com a dos outros?

Um passo para trás devolve o equilíbrio

No mesmo estudo, os pesquisadores testaram uma saída. Em dois dos experimentos, orientaram parte dos participantes a se distanciar do próprio problema, olhando-o de um ponto de vista mais afastado. É o que a pesquisa chama de autodistanciamento. Os demais foram orientados a mergulhar no problema.

Com o autodistanciamento, a diferença entre o raciocínio sobre si e sobre os outros desapareceu. As pessoas pensaram sobre a própria vida com a mesma sabedoria com que pensavam sobre a vida alheia.

O terceiro experimento comparou adultos de 20 a 40 anos com adultos de 60 a 80. Os efeitos foram parecidos nos dois grupos. E, no raciocínio sobre conflitos pessoais, não houve diferença de idade. Os próprios autores notam que isso contraria o ditado de que a idade traz sabedoria, pelo menos quando o problema é nosso.

Em 2011, Kross e Ozlem Ayduk revisaram as evidências de que o autodistanciamento ajuda a refletir sobre experiências ruins sem cair na ruminação, como mostra Quem Você É Antes de Ser o Que Pensam. Uma forma simples dele, falar consigo mesmo pelo próprio nome, aparece em Falar Sozinho Tem uma Função.

A sabedoria muda de um dia para o outro

Se a mesma pessoa pensa melhor sobre os outros do que sobre si, a sabedoria talvez não seja fixa. Em 2016, Grossmann, Tanja Gerlach e Jaap Denissen verificaram isso no cotidiano.

Os participantes escreveram num diário, todos os dias, sobre um desafio enfrentado. Os pesquisadores avaliaram três facetas: humildade intelectual, capacidade de ver além de si e consideração pelo ponto de vista dos outros.

Houve muita variação dentro da mesma pessoa, de um dia para o outro. O raciocínio foi mais sábio nas situações que envolviam outras pessoas.

Nos dias de raciocínio mais sábio, as pessoas viam o acontecimento num quadro maior, sentiam mais emoções positivas, reagiam com menos intensidade, reavaliavam mais a situação e perdoavam mais. Como traço estável, a sabedoria mostrou poucas dessas associações.

Em 2017, numa revisão chamada Wisdom in Context, Grossmann reuniu esses achados. Contextos centrados em si atrapalham o pensamento sábio, e tirar o ego do centro ajuda. Mas, se a experiência importa, por que tanta gente vive muito e aprende pouco?

Viver muito não basta: o que se faz com o vivido

Nic Weststrate e Judith Glück fizeram essa pergunta em 2017. Leigos e especialistas acham que a sabedoria nasce das experiências da vida, mas nem todo mundo que viveu muito é sábio.

Eles estudaram 94 adultos de 26 a 92 anos e mediram a sabedoria de três jeitos: autorrelato, desempenho em tarefas e indicação por outras pessoas. Depois examinaram como cada um pensava sobre as próprias lembranças difíceis.

O primeiro achado surpreende: a sabedoria não teve relação com a frequência com que a pessoa refletia sobre o passado. O que mudava era o jeito. Nos três tipos de medida, a sabedoria se associou ao que os autores chamam de processamento exploratório: buscar o sentido do que aconteceu e o que aquilo mudou em quem a pessoa é.

Outro modo de olhar o passado, o processamento redentor, é dar um final positivo à história e considerá-la resolvida. Ele se associou a melhor ajuste emocional, não à sabedoria. As duas coisas são úteis, e não são a mesma.

A canção fala de alguém que aprendeu com o caminho. O estudo acrescenta que aprende quem examina o caminho, e não só quem o percorre. É parente da diferença entre repetir uma tentativa e aprender com ela, discutida em Tente Outra Vez: Insistir, Soltar e Tentar de Outro Jeito.

Sabedoria e bem-estar andam juntos, até onde se sabe

Em 2013, Grossmann e colegas compararam dois tipos de raciocínio como caminhos para o bem-estar: a inteligência e o raciocínio sábio sobre conflitos sociais.

Numa amostra aleatória de norte-americanos, o raciocínio sábio se associou a mais satisfação com a vida, menos emoções negativas, relações sociais melhores e menos ruminação. O raciocínio mais sábio também andou junto com mais palavras positivas na fala e com maior longevidade. As associações se mantiveram mesmo levando em conta fatores socioeconômicos, habilidade verbal e vários traços de personalidade.

A inteligência, por sua vez, não teve relação com o bem-estar. E o raciocínio sábio ajudou a explicar as diferenças de bem-estar ligadas à idade, sobretudo entre os adultos de meia-idade e os mais velhos.

O estudo mostra associação, não causa. Ele não prova que ficar mais sábio deixa alguém mais feliz. Pode ser que quem vive melhor pense com mais calma, ou que outros fatores expliquem as duas coisas.

O que a evidência ainda não sabe

A pesquisa sobre sabedoria tem limites claros:

  • Não há uma medida única. Desempenho, autorrelato e raciocínio sobre conflitos medem coisas diferentes.
  • Os estudos de idade comparam grupos num só momento. Eles não acompanham as mesmas pessoas por décadas. Parte da diferença pode vir da geração, e não da idade.
  • A cultura muda o quadro. O ganho com a idade apareceu nos Estados Unidos e não no Japão. Não se sabe como seria no Brasil.
  • Muito do que se sabe é correlação. A ligação entre sabedoria e bem-estar não prova que uma causa a outra.
  • O autodistanciamento foi testado em laboratório, com tarefas curtas. Ainda não se sabe quanto o efeito dura.
  • Tudo descreve tendências de grupo. Nenhum desses estudos diz quão sábia é uma pessoa específica.

E um cuidado prático. Pensar com sabedoria sobre os próprios problemas ajuda, mas não substitui ajuda profissional. Se um conflito ou uma decisão está trazendo sofrimento intenso ou persistente, conversar com um profissional de saúde mental é o caminho mais sábio.

🎧 Ressonância Universal

Ouça a gravação de Almir Sater pensando numa pessoa que você considera sábia. Repare no ritmo da canção e pergunte o que essa pessoa faz diferente de você quando a vida aperta.

🎶 Músicas Relacionadas a Este Tema

  • 🎵 "Tocando em Frente" — Maria Bethânia (1990): a primeira gravação da canção, no disco dos seus 25 anos de carreira.
  • 🎵 "Como Nossos Pais" — Belchior: a mudança que acontece mesmo quando não a prevemos, tema do capítulo 13.
  • 🎵 "Tente Outra Vez" — Raul Seixas: insistir, soltar e recomeçar, tema do capítulo 15.
  • 🎵 Capítulo anterior: I Don't Want to Talk About It: Quando Calar Parece Proteger
📖 Próximo Capítulo da Série:
Capítulo 20: What's Up (4 Non Blondes) — A Revolta Diante do Absurdo, de Camus à Psicologia da Indignação (04/10) →

5 Pilares Para Reconhecer a Sabedoria na Vida Comum

  1. Sabedoria tem marcas observáveis. Reconhecer os limites do que se sabe, considerar o outro, buscar meio-termo e admitir que as coisas mudam.
  2. A idade ajuda, mas não garante. Os mais velhos raciocinaram melhor sobre conflitos nos Estados Unidos, mas não no Japão.
  3. Somos mais sábios com a vida dos outros. O paradoxo de Salomão apareceu em três experimentos, em jovens e em mais velhos.
  4. Um passo para trás devolve o equilíbrio. Olhar o próprio problema de fora eliminou a diferença entre pensar sobre si e sobre os outros.
  5. O vivido só ensina se for examinado. A sabedoria se associou ao modo de refletir sobre as experiências difíceis, e não à frequência.

🧠 Aprofunde seu Conhecimento

🎬 Filmes Para Sentir Este Tema na Pele

  • Uma História Real (1999): um homem de mais de 70 anos atravessa estados americanos num cortador de grama, devagar, para fazer as pazes com o irmão.
  • Central do Brasil (1998): uma mulher endurecida pela vida viaja com um menino pelo interior do Brasil, e os dois aprendem um com o outro.
  • Nomadland (2020): depois de perder o trabalho e o marido, uma mulher passa a viver na estrada e aprende com as pessoas que encontra pelo caminho.

📝 Teste o Que Você Entendeu

  1. Quais são as marcas do raciocínio sábio estudadas por Grossmann e colegas?
  2. O que o estudo de 2012 encontrou ao comparar norte-americanos e japoneses?
  3. O que é o paradoxo de Salomão, e o que fez a diferença desaparecer?
  4. No estudo de Weststrate e Glück, o que se associou à sabedoria: a frequência com que a pessoa reflete sobre o passado ou o modo como ela reflete?

🛠️ Exercício Prático: O Conselho Que Você Daria

Inspirado nos estudos de Grossmann e Kross e de Weststrate e Glück. Leva cerca de vinte minutos, com papel e caneta.

  1. Escolha um conflito real. Um desentendimento, uma decisão difícil ou uma relação que está pedindo atenção. Descreva em duas ou três frases.
  2. Troque de lugar. Reescreva a situação como se fosse de um amigo, usando o nome dele ou "ele" e "ela". O que você diria a essa pessoa?
  3. Passe pelas quatro marcas. O que eu não sei sobre essa situação? Como o outro lado a vê? Existe um meio-termo possível? Como isso pode estar diferente daqui a um ano?
  4. Examine uma experiência antiga. Lembre de uma situação difícil parecida que já passou. Em vez de só dizer que deu certo no fim, escreva o que ela mudou em você.
  5. Leve uma frase para a semana. Escreva uma única atitude que você quer experimentar no conflito de agora.

O exercício serve para reflexão, não para avaliação. Se o conflito envolver medo de agressão, não o enfrente sozinho: procure apoio antes. Se o assunto trouxer sofrimento intenso ou persistente, procure um profissional.

📚 Referências Científicas

  • Aristóteles. Ética a Nicômaco, livro VI.
  • Ardelt, M. (2003). Empirical Assessment of a Three-Dimensional Wisdom Scale. Research on Aging, 25(3), 275-324. DOI: 10.1177/0164027503025003004
  • Baltes, P. B., & Staudinger, U. M. (2000). Wisdom: A metaheuristic (pragmatic) to orchestrate mind and virtue toward excellence. American Psychologist, 55(1), 122-136. DOI: 10.1037/0003-066X.55.1.122
  • Grossmann, I. (2017). Wisdom in Context. Perspectives on Psychological Science, 12(2), 233-257. DOI: 10.1177/1745691616672066
  • Grossmann, I., Gerlach, T. M., & Denissen, J. J. A. (2016). Wise Reasoning in the Face of Everyday Life Challenges. Social Psychological and Personality Science, 7(7), 611-622. DOI: 10.1177/1948550616652206
  • Grossmann, I., Karasawa, M., Izumi, S., Na, J., Varnum, M. E. W., Kitayama, S., & Nisbett, R. E. (2012). Aging and Wisdom. Psychological Science, 23(10), 1059-1066. DOI: 10.1177/0956797612446025
  • Grossmann, I., & Kross, E. (2014). Exploring Solomon's Paradox: Self-Distancing Eliminates the Self-Other Asymmetry in Wise Reasoning About Close Relationships in Younger and Older Adults. Psychological Science, 25(8), 1571-1580. DOI: 10.1177/0956797614535400
  • Grossmann, I., Na, J., Varnum, M. E. W., Kitayama, S., & Nisbett, R. E. (2013). A route to well-being: Intelligence versus wise reasoning. Journal of Experimental Psychology: General, 142(3), 944-953. DOI: 10.1037/a0029560
  • Grossmann, I., Na, J., Varnum, M. E. W., Park, D. C., Kitayama, S., & Nisbett, R. E. (2010). Reasoning about social conflicts improves into old age. Proceedings of the National Academy of Sciences, 107(16), 7246-7250. DOI: 10.1073/pnas.1001715107
  • Kross, E., & Ayduk, O. (2011). Making Meaning out of Negative Experiences by Self-Distancing. Current Directions in Psychological Science, 20(3), 187-191. DOI: 10.1177/0963721411408883
  • Leary, M. R., Diebels, K. J., Davisson, E. K., Jongman-Sereno, K. P., Isherwood, J. C., Raimi, K. T., Deffler, S. A., & Hoyle, R. H. (2017). Cognitive and Interpersonal Features of Intellectual Humility. Personality and Social Psychology Bulletin, 43(6), 793-813. DOI: 10.1177/0146167217697695
  • Staudinger, U. M., & Glück, J. (2011). Psychological Wisdom Research: Commonalities and Differences in a Growing Field. Annual Review of Psychology, 62(1), 215-241. DOI: 10.1146/annurev.psych.121208.131659
  • Weststrate, N. M., & Glück, J. (2017). Hard-earned wisdom: Exploratory processing of difficult life experience is positively associated with wisdom. Developmental Psychology, 53(4), 800-814. DOI: 10.1037/dev0000286

⚖️ Aviso Legal e Isenção de Responsabilidade

Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional e não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento de psicólogos, psiquiatras ou outros profissionais de saúde. O texto trata de como a pesquisa define e mede a sabedoria e não oferece orientação para situações de conflito que envolvam violência, que pedem apoio especializado. Se o sofrimento for intenso ou persistente, procure ajuda profissional. No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.

Os estudos citados descrevem tendências de grupo, em amostras específicas, e boa parte deles mede associações, sem provar causa. A leitura de Aristóteles e da tradição sobre Salomão tem caráter filosófico e cultural. O paralelo entre a canção e os estudos é uma interpretação, não um resultado de pesquisa.

As referências à canção de Almir Sater e Renato Teixeira, às gravações de Maria Bethânia e de Almir Sater, às demais canções e aos filmes têm caráter cultural e analítico, sem reprodução de letra e sem interpretação biográfica.

Escrito e editado por Bralilton Gomes, que publica sob o nome editorial NOUS. Parnamirim, Rio Grande do Norte.

Não é médico, psicólogo nem pesquisador: é curador de evidência científica. Cada referência citada é conferida antes da publicação, e os textos são produzidos com apoio de inteligência artificial sob revisão humana. Método completo.

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