terça-feira, 29 de setembro de 2026

Tente Outra Vez: Insistir, Soltar e Tentar de Outro Jeito

Em preto e branco, mãos sujas de barro pressionam uma porção de argila no centro de um torno de oleiro em movimento; ao fundo, sobre a bancada de madeira, uma tigela com a borda dobrada

Por NOUS · A Lei Universal


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Pense numa meta que você não larga. Um concurso, um negócio, uma relação, um livro que nunca termina. Todo mundo ao redor repete a mesma frase: não desista. E uma parte de você pergunta, baixinho, se insistir ainda faz sentido.

Uma canção de 1975 virou hino de quem não desiste. A pesquisa sobre metas concorda com ela em parte e acrescenta uma coisa que o refrão não diz: às vezes, tentar outra vez significa tentar outra coisa. A pergunta deste capítulo é: quando insistir ajuda, quando soltar protege e como recomeçar sem repetir o mesmo erro?

Uma canção de 1975 contra a desistência

Tente Outra Vez abre o disco Novo Aeon, de Raul Seixas, lançado pela Philips em novembro de 1975. A composição é creditada a Raul Seixas, Paulo Coelho e Marcelo Motta.

A canção é um chamado direto a quem está a ponto de parar. Ela fala com alguém cansado e pede que essa pessoa não se entregue, que junte o que sobrou e comece de novo. Não há personagem nem história, só uma voz que insiste.

Quatro décadas depois, o chamado continua funcionando. Segundo levantamento do Ecad divulgado na imprensa, foi a música de Raul mais tocada no Brasil entre 2015 e 2019. Ganhou regravações de artistas de estilos muito diferentes.

A cultura da persistência

A ideia de que persistir é essencial para o sucesso e a felicidade está em toda parte. Está nos livros de autoajuda, nas biografias de gente famosa e também na própria ciência.

Em 2022, as psicólogas Veronika Brandstätter e Katharina Bernecker publicaram uma revisão sobre o assunto na Annual Review of Psychology. Elas mostram que a história da psicologia da motivação deu ênfase clara à persistência. O interesse científico pelo lado oposto, o desengajamento no momento certo, é recente.

Houve exceções. Em 1975, mesmo ano da canção, Eric Klinger publicou na Psychological Review um trabalho sobre as consequências de se comprometer com um objetivo e de se desligar dele.

Essa ênfase deixou um ponto cego. Se persistir é sempre virtude, desistir é sempre falha, mesmo quando a meta saiu de alcance. Para achar o limite, vale começar pelo estudo mais famoso sobre persistência.

Garra: o que o estudo famoso mediu

Em 2007, Angela Duckworth e colegas publicaram um estudo sobre uma característica que chamaram de grit, traduzida em geral como garra. A definição: perseverança e paixão por metas de longo prazo.

Os pesquisadores mediram a garra com um questionário e acompanharam grupos variados. Havia adultos, estudantes de universidades de elite, cadetes militares e participantes de um concurso de soletração.

O resultado foi modesto e real. A garra explicou, em média, cerca de 4% da variação nos resultados de sucesso. Segundo os autores, esse poder de previsão se somava ao da inteligência e ao da conscienciosidade, o traço de personalidade ligado a organização e responsabilidade.

A mensagem dos autores era que metas difíceis pedem esforço mantido por muito tempo, não só talento. A cultura popular transformou isso no segredo do sucesso. Dez anos depois, uma meta-análise foi conferir.

O que a meta-análise encontrou

Uma meta-análise junta muitos estudos sobre a mesma pergunta para ver o quadro inteiro. Em 2017, Marcus Credé, Michael Tynan e Peter Harms fizeram isso com a literatura sobre garra. Reuniram 88 amostras, com mais de 66 mil pessoas.

Os achados baixaram a temperatura. A garra teve correlação apenas moderada com desempenho e com a permanência em cursos ou programas. E se mostrou muito fortemente correlacionada com a conscienciosidade. Na prática, boa parte do que ela mede já era medida por um traço conhecido há décadas.

Houve um detalhe útil. Das duas partes da garra, a perseverança no esforço previu melhor os resultados do que a constância de interesses. Ou seja, continuar trabalhando parece contar mais do que nunca mudar de interesse. Os autores também sugerem que intervenções para aumentar a garra podem ter efeito limitado sobre o sucesso.

Persistir não é inútil; sozinho, explica pouco. E existe persistência que atrapalha?

Quando insistir custa caro

Em 2015, Gale Lucas e colegas publicaram no Journal of Research in Personality um estudo cujo título resume o achado: a garra prevê perseverança custosa. Em outras palavras, a mesma disposição que ajuda a terminar uma tarefa difícil também pode manter alguém numa tarefa em que continuar tem um preço.

Esse é o lado da persistência que a canção não canta. Continuar tem custo: tempo, energia, dinheiro, relações e outras metas que ficam esperando. Enquanto a meta ainda é alcançável, esse custo é investimento. Quando ela sai de alcance, o custo vira perda sem retorno.

Há ainda uma armadilha conhecida. Às vezes a pessoa não insiste pelo que ainda pode ganhar, mas pelo que já gastou. É o mecanismo explicado em Custo Afundado: Por Que Você Não Desiste. Ele trata do peso do passado. Este capítulo trata de outra coisa: da capacidade de ajustar o rumo quando o futuro muda.

Essa capacidade foi estudada diretamente, e tem duas partes.

Duas capacidades: soltar e recomeçar

Em 2003, Carsten Wrosch, Michael Scheier, Gregory Miller, Richard Schulz e Charles Carver publicaram três estudos sobre metas que ficaram fora de alcance. Eles separaram duas capacidades.

A primeira é o desengajamento: conseguir abandonar uma meta que não dá mais para alcançar. A segunda é o reengajamento: conseguir levar o esforço para metas alternativas.

Os três estudos tinham públicos diferentes. O primeiro ouviu 115 universitários. O segundo comparou adultos jovens e mais velhos, num total de 120 pessoas. O terceiro, com 45 participantes, incluiu pais de crianças com câncer e pais de crianças saudáveis. É um grupo que enfrenta, na vida real, metas que podem sair do controle.

O resultado geral: tanto soltar quanto recomeçar se associaram a maior bem-estar. E as duas capacidades tiveram efeitos que interagiam entre si. O que significa essa interação é a parte mais interessante.

Soltar sozinho não basta

Imagine duas pessoas que largam o mesmo sonho. A primeira desliga o esforço e fica no vazio: nada entra no lugar. A segunda também desliga, mas pouco depois encontra outra direção que faz sentido.

A pesquisa de Wrosch sugere que essas duas saídas não são equivalentes. Soltar tira o peso de uma meta impossível. Recomeçar devolve algo pelo que se mover. Nos estudos, cada uma se associou ao bem-estar, e a combinação das duas também contou.

Um segundo trabalho do mesmo grupo, de 2007, reforça esse ponto no terreno da saúde. Ali, o reengajamento amorteceu parte dos efeitos negativos de ter dificuldade para soltar. Ter outras metas em que investir parece aliviar o peso de não conseguir largar a antiga.

Isso muda a leitura da canção. "Tentar outra vez" pode ser insistir na mesma meta. Mas pode ser também colocar a mesma energia num alvo novo. As duas coisas são formas de não desistir de si. Resta saber se tudo isso aparece só no humor ou também no corpo.

O corpo de quem não consegue soltar

Em 2007, Gregory Miller e Carsten Wrosch acompanharam 90 adolescentes por um ano. No início, avaliaram como cada um lidava com metas inalcançáveis. Depois, mediram três vezes no sangue a proteína C-reativa, um marcador de inflamação: no começo, aos seis meses e aos doze meses.

O achado: quanto mais dificuldade o adolescente tinha para se desligar de metas inalcançáveis, mais a proteína C-reativa aumentava ao longo do acompanhamento. A associação se manteve mesmo levando em conta gordura corporal, tabagismo e sintomas de depressão.

Inflamação excessiva e prolongada contribui para vários problemas de saúde. Por isso os autores concluem com cuidado: em alguns contextos, a persistência pode prejudicar o bem-estar e a saúde.

O estudo é de observação. Ele mostra uma associação, não prova que insistir causa inflamação. A amostra tem 90 pessoas, todas adolescentes. Mas é um sinal de que o preço de não conseguir soltar talvez não fique só na cabeça.

Cortisol, sono e saúde

No mesmo ano, Wrosch, Miller, Scheier e Stephanie Brun de Pontet publicaram mais três estudos. Desta vez olharam para indicadores de saúde física: problemas de saúde relatados, o ritmo do cortisol ao longo do dia e a eficiência do sono.

O cortisol é um hormônio que costuma seguir um ritmo diário: sobe pela manhã e cai ao longo do dia. Nos estudos, conseguir soltar metas inalcançáveis se associou a melhor saúde relatada e a um padrão de cortisol mais próximo do esperado.

O reengajamento, por sua vez, não se associou diretamente aos indicadores físicos. Mas, como vimos, amorteceu parte dos efeitos negativos de ter dificuldade para soltar. E o bem-estar subjetivo apareceu como um caminho possível entre o desengajamento e a saúde.

Até aqui, soltar parece fazer bem. Mas estudos isolados costumam parecer maiores do que são.

O tamanho real do efeito

Em 2019, Meaghan Barlow, Carsten Wrosch e Jennifer McGrath publicaram uma meta-análise sobre essas duas capacidades e a qualidade de vida. Reuniram 421 medidas de efeito, vindas de 31 amostras.

As duas capacidades se associaram a mais qualidade de vida, mas com tamanhos diferentes. A correlação do desengajamento foi pequena (r = 0,08). A do reengajamento foi maior (r = 0,19). Recomeçar pesou mais do que soltar.

Dois detalhes importam. O desengajamento previu melhor a qualidade de vida em amostras mais velhas. E, em amostras de pessoas com risco de depressão, a relação entre desengajamento e sintomas depressivos se inverteu: soltar metas se associou a mais sintomas, não a menos.

Esse achado é um freio necessário. Soltar não é receita universal. Para quem já está num momento frágil, largar metas pode ser parte do problema, e não da solução. Ajustar metas é diferente de perder o interesse por tudo. Voltaremos a isso na parte prática.

Tentar de novo não é repetir

E quando a meta ainda vale a pena? Aí a pergunta muda: como tentar outra vez de um jeito que funcione?

Em 2019, Yian Yin, Yang Wang, James Evans e Dashun Wang publicaram na Nature uma análise de tentativas fracassadas em grande escala. Usaram bases de dados de três áreas, incluindo pedidos de financiamento científico aos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e startups.

O modelo dos autores descreve como cada nova tentativa aproveita, ou não, o que veio das anteriores. Quem acaba tendo sucesso e quem acaba fracassando parecem iguais no começo. A diferença aparece na eficiência e na qualidade de cada tentativa seguinte. De um lado, melhorias graduais que avançam. Do outro, tentativas soltas, sem padrão de melhora.

Os autores apontam ainda sinais precoces que ajudam a distinguir os dois caminhos. A lição para a canção é direta: o número de tentativas conta menos do que o que cada tentativa leva da anterior. Só que aprender com o próprio fracasso é mais difícil do que parece.

Por que o fracasso ensina menos do que dizem

Em 2019, Lauren Eskreis-Winkler e Ayelet Fishbach publicaram cinco estudos, com 1.674 participantes no total. As pessoas respondiam perguntas de duas alternativas e depois ouviam se tinham acertado ou errado.

Com duas alternativas, as duas mensagens ensinavam a resposta certa. Mesmo assim, num teste seguinte, os participantes aprenderam menos quando a mensagem foi de erro do que quando foi de acerto. O efeito apareceu em temas profissionais, de linguagem e sociais, e até quando havia incentivo para aprender.

A explicação das autoras: o fracasso ameaça a imagem que a pessoa tem de si, e ela deixa de prestar atenção. Por isso quem recebia a mensagem de erro também lembrava menos das próprias respostas.

Um último achado abre uma saída. Os participantes aprenderam com o fracasso dos outros tanto quanto com o sucesso dos outros. Quando o ego sai de cena, a atenção volta. Isso sugere um recurso prático: olhar para a própria tentativa como se ela fosse de outra pessoa.

O que a evidência ainda não sabe

Honestidade com os limites faz parte do conteúdo. A maior parte dos estudos sobre soltar e recomeçar mede essas capacidades por questionário, com a pessoa avaliando a si mesma. Muitos são de observação: mostram associação, não causa.

Os efeitos médios são pequenos, como mostrou a meta-análise de 2019. E a própria medida de garra, segundo a meta-análise de 2017, se confunde em grande parte com a conscienciosidade.

Há também um problema que nenhum estudo resolve por você: saber, na hora, se uma meta está de fato fora de alcance. Os estudos comparam pessoas que dizem conseguir soltar metas inalcançáveis. Eles não oferecem um teste para decidir qual meta é essa. A revisão de Brandstätter e Bernecker lista várias questões ainda em aberto na área.

Por fim, tudo o que se viu aqui descreve tendências de grupo. Nada disso prevê o caso de uma pessoa específica. Os critérios a seguir servem como perguntas, não como sentenças.

Insistir, soltar ou recomeçar: como pensar

A pesquisa não dá a resposta, mas ajuda a fazer perguntas melhores. A primeira: a meta ainda é alcançável, com o que eu tenho e sei hoje? Se é, a garra tem seu lugar. Vale insistir, mudando o método a cada tentativa, como nas trajetórias de sucesso do estudo da Nature.

A segunda: estou insistindo pelo futuro ou pelo que já gastei? Se a resposta honesta for o passado, é o viés descrito em Custo Afundado. Também ajuda lembrar que a ideia da força de vontade como tanque que se esgota não passou bem pelos testes mais rigorosos, como mostra Disciplina: Por Que o Cérebro Desiste. Cansar não é o mesmo que não conseguir.

A terceira: se eu soltar, para onde vai essa energia? A meta-análise sugere que recomeçar pesa mais do que largar. Soltar sem nenhum destino novo é a parte mais arriscada do processo.

E um cuidado importante. Se a vontade de largar metas vier junto com perda de interesse por quase tudo, tristeza que não passa ou sensação de que nada vale a pena, isso não é ajuste de metas. É um sinal para conversar com um profissional de saúde mental. Se houver pensamentos de não querer viver, o CVV atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia. Em emergência, ligue para o SAMU, no 192.

🎧 Ressonância Universal

Ouça pensando numa meta sua. Pergunte, a cada verso, se a canção está falando de insistir na mesma coisa ou de recomeçar em outra. As duas leituras cabem nela.

🎶 Músicas Relacionadas a Este Tema

  • 🎵 "Começar de Novo" — Ivan Lins e Vitor Martins: recomeçar depois do fim de um ciclo, que a pesquisa chama de reengajamento.
  • 🎵 "Don't Stop Believin'" — Journey: a persistência como promessa, com toda a força e todo o risco que ela carrega.
  • 🎵 "I Will Survive" — Gloria Gaynor: soltar o que acabou e se reorganizar em torno de si.
  • 🎵 Capítulo anterior: Stand by Me: Por Que a Ameaça Pesa Menos Quando Alguém Fica
📖 Próximo Capítulo da Série:
Capítulo 16: Hallelujah (Leonard Cohen) — O Sagrado no Imperfeito: O Que a Pesquisa Mede na Experiência Religiosa (30/09) →

5 Pilares de Quem Sabe Tentar de Novo

  1. Persistir ajuda, mas explica pouco. A garra previu cerca de 4% do sucesso no estudo original e teve correlação moderada com desempenho na meta-análise.
  2. Persistência também tem custo. A mesma disposição que ajuda a terminar pode manter alguém onde continuar sai caro.
  3. Soltar e recomeçar são capacidades diferentes. Recomeçar se associou mais à qualidade de vida do que soltar.
  4. Soltar não é receita universal. Em pessoas com risco de depressão, largar metas se associou a mais sintomas.
  5. Tentar de novo é aprender com a tentativa anterior. O sucesso depende menos do número de tentativas do que do que cada uma leva da anterior.

🧠 Aprofunde seu Conhecimento

🎬 Filmes Para Sentir Este Tema na Pele

  • Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014): um jovem baterista persegue a excelência até o ponto em que a persistência começa a cobrar um preço alto.
  • À Procura da Felicidade (2006): um pai insiste numa meta difícil em meio a uma sucessão de derrotas, mudando de estratégia pelo caminho.
  • O Homem Que Mudou o Jogo (2011): um dirigente de beisebol, sem dinheiro para competir do jeito antigo, decide tentar de outro jeito.

📝 Teste o Que Você Entendeu

  1. No estudo de 2007 de Duckworth e colegas, quanto da variação nos resultados de sucesso a garra explicou, em média?
  2. Quais são as duas capacidades que Wrosch e colegas separaram em 2003, e qual delas se associou mais à qualidade de vida na meta-análise de 2019?
  3. O que aconteceu com a relação entre soltar metas e sintomas depressivos em amostras com risco de depressão?
  4. Por que as pessoas aprenderam menos com o próprio fracasso no estudo de Eskreis-Winkler e Fishbach, e o que mudou quando o fracasso era de outra pessoa?

🛠️ Exercício Prático: Insistir, Ajustar ou Soltar

Inspirado na distinção entre desengajamento e reengajamento de Wrosch e colegas e na análise de tentativas de Yin e colegas. Leva cerca de vinte minutos.

  1. Escolha uma meta. Uma só, daquelas que você vem arrastando há algum tempo.
  2. Olhe para a frente. Responda por escrito: com o que você tem e sabe hoje, essa meta é alcançável? Se for, o que precisaria mudar para chegar lá?
  3. Olhe a última tentativa como se fosse de outra pessoa. Descreva o que ela fez, o que deu errado e o que um amigo aconselharia mudar. Escreva na terceira pessoa.
  4. Classifique. Marque uma de três saídas: insistir do mesmo jeito, insistir de outro jeito ou soltar.
  5. Se for soltar, escolha para onde vai a energia. Anote uma meta nova, pequena e concreta, que faça sentido para você. Soltar sem destino é a parte mais difícil.

O exercício serve para reflexão, não para avaliação. Se a vontade de largar metas vier acompanhada de perda de interesse por quase tudo, ou de sofrimento que não passa, procure um profissional de saúde mental.

📚 Referências Científicas

  • Barlow, M. A., Wrosch, C., & McGrath, J. J. (2019). Goal adjustment capacities and quality of life: A meta-analytic review. Journal of Personality, 88(2), 307-323. DOI: 10.1111/jopy.12492
  • Brandstätter, V., & Bernecker, K. (2022). Persistence and disengagement in personal goal pursuit. Annual Review of Psychology, 73, 271-299. DOI: 10.1146/annurev-psych-020821-110710
  • Credé, M., Tynan, M. C., & Harms, P. D. (2017). Much ado about grit: A meta-analytic synthesis of the grit literature. Journal of Personality and Social Psychology, 113(3), 492-511. DOI: 10.1037/pspp0000102
  • Duckworth, A. L., Peterson, C., Matthews, M. D., & Kelly, D. R. (2007). Grit: Perseverance and passion for long-term goals. Journal of Personality and Social Psychology, 92(6), 1087-1101. DOI: 10.1037/0022-3514.92.6.1087
  • Eskreis-Winkler, L., & Fishbach, A. (2019). Not learning from failure—the greatest failure of all. Psychological Science, 30(12), 1733-1744. DOI: 10.1177/0956797619881133
  • Klinger, E. (1975). Consequences of commitment to and disengagement from incentives. Psychological Review, 82(1), 1-25. DOI: 10.1037/h0076171
  • Lucas, G. M., Gratch, J., Cheng, L., & Marsella, S. (2015). When the going gets tough: Grit predicts costly perseverance. Journal of Research in Personality, 59, 15-22. DOI: 10.1016/j.jrp.2015.08.004
  • Miller, G. E., & Wrosch, C. (2007). You've gotta know when to fold 'em. Psychological Science, 18(9), 773-777. DOI: 10.1111/j.1467-9280.2007.01977.x
  • Wrosch, C., Miller, G. E., Scheier, M. F., & de Pontet, S. B. (2007). Giving up on unattainable goals: Benefits for health? Personality and Social Psychology Bulletin, 33(2), 251-265. DOI: 10.1177/0146167206294905
  • Wrosch, C., Scheier, M. F., Miller, G. E., Schulz, R., & Carver, C. S. (2003). Adaptive self-regulation of unattainable goals: Goal disengagement, goal reengagement, and subjective well-being. Personality and Social Psychology Bulletin, 29(12), 1494-1508. DOI: 10.1177/0146167203256921
  • Yin, Y., Wang, Y., Evans, J. A., & Wang, D. (2019). Quantifying the dynamics of failure across science, startups and security. Nature, 575(7781), 190-194. DOI: 10.1038/s41586-019-1725-y

⚖️ Aviso Legal e Isenção de Responsabilidade

Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional e não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento de psicólogos, psiquiatras ou outros profissionais de saúde. Garra, desengajamento e reengajamento de metas são apresentados como objetos de pesquisa, não como tratamento nem como orientação para decisões de carreira, finanças ou saúde. Se a perda de interesse, a tristeza ou qualquer outra questão trouxerem sofrimento intenso ou persistente, procure ajuda profissional. No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.

Os estudos citados descrevem tendências de grupo, em amostras específicas, e em sua maioria medem as capacidades por questionário. Os estudos sobre inflamação e cortisol são de observação e não provam causa. Os efeitos médios encontrados na meta-análise são pequenos, e em pessoas com risco de depressão a relação entre soltar metas e sintomas se inverteu.

As referências à obra de Raul Seixas, Paulo Coelho e Marcelo Motta, às demais canções e aos filmes têm caráter cultural e analítico, sem reprodução de letra e sem interpretação biográfica ou clínica.

Escrito e editado por Bralilton Gomes, que publica sob o nome editorial NOUS. Parnamirim, Rio Grande do Norte.

Não é médico, psicólogo nem pesquisador: é curador de evidência científica. Cada referência citada é conferida antes da publicação, e os textos são produzidos com apoio de inteligência artificial sob revisão humana. Método completo.

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