Por NOUS · A Lei Universal
60 músicas, 60 dimensões da consciência. Acompanhe a série completa →
Muita gente que não frequenta templo nenhum já usou a palavra "sagrado". Para falar do nascimento de um filho, de um lugar da infância, do silêncio depois de uma música. A palavra aparece sozinha, sem pedir licença à religião, e ninguém ao redor estranha.
Uma canção de 1984 fez disso sua matéria: um louvor cantado por alguém que falhou, amou e duvidou. A psicologia da religião estuda exatamente esse movimento. A pergunta deste capítulo é: o que faz alguém chamar algo de sagrado, e o que a pesquisa consegue medir, ou não, nessa experiência?
Uma canção que a gravadora não quis lançar
Hallelujah foi composta e gravada por Leonard Cohen para o álbum Various Positions, de 1984. A Columbia, gravadora dele, se recusou a lançar o disco nos Estados Unidos. Quem lançou foi um selo independente, o Passport.
Cohen trabalhou anos na canção e escreveu dezenas de versos, dos quais só uma parte foi gravada. A fama veio pelas mãos de outros: John Cale, em 1991, num disco de homenagem, e Jeff Buckley, em 1994, no álbum Grace.
A palavra do título vem do hebraico e significa, literalmente, "louvai a Deus". É uma palavra de culto. Mas a canção mistura esse louvor com figuras bíblicas em momentos de queda, como o rei Davi e Sansão, e com uma história de amor e desejo.
O resultado é alguém que não tem nada de santo e continua dizendo "aleluia". É esse cruzamento que a pesquisa ajuda a entender.
O que a psicologia chama de sagrado
Em 1902, o psicólogo William James publicou As Variedades da Experiência Religiosa. Ele decidiu estudar a religião não pelas instituições, mas pela experiência de cada pessoa. Para ele, interessavam os sentimentos, os atos e as experiências de alguém sozinho, na medida em que essa pessoa se percebe em relação com aquilo que considera divino.
O detalhe importante é "aquilo que considera divino". James não pergunta se o divino existe; pergunta o que acontece com quem o sente. É, até hoje, a regra da psicologia da religião: a crença é o objeto de estudo, não a conclusão.
Um século depois, em 2005, Kenneth Pargament e Annette Mahoney defenderam que a psicologia da religião estudasse a fundo um processo que eles chamam de santificação: o ato de perceber algum aspecto da vida como tendo caráter e significado divinos.
Os autores descrevem dois caminhos. No primeiro, a pessoa vê algo como manifestação de Deus, como quem vê o casamento como um vínculo abençoado. No segundo, a pessoa atribui ao objeto qualidades que costumam descrever o divino, sem falar em Deus. É o caminho de quem diz que uma floresta ou uma música é sagrada sem ter religião alguma.
O sagrado não mora só no templo
A ideia já orientava as pesquisas do grupo. Em 1999, Mahoney e colegas publicaram um estudo sobre o papel de medidas religiosas "próximas" e "distantes" no funcionamento do casamento. Foi com ele que o grupo começou a medir a santificação da vida a dois.
O que interessa aqui é a mudança de olhar. Para a psicologia, o sagrado deixou de ser só um lugar ou um rito e passou a ser também uma forma de perceber. Uma mesa de cozinha pode ser só uma mesa ou o lugar onde a família se reúne desde sempre. Isso não depende de crer em Deus. Depende de separar aquela coisa do resto, como algo que não se troca.
O que muda quando algo vira sagrado
No mesmo artigo de 2005, Pargament e Mahoney propuseram o que deveria acontecer quando algo é santificado. São hipóteses de trabalho, e é assim que elas precisam ser lidas.
- Investimento. As pessoas dedicariam mais tempo, esforço e recursos ao que consideram sagrado.
- Proteção. Trabalhariam para preservar e defender aquilo.
- Emoção. O sagrado despertaria emoções próprias, que os autores chamam de espirituais.
- Recurso. O que é sagrado serviria de apoio, pessoal e coletivo, nos momentos difíceis.
- Perda. Perder o sagrado teria consequências especialmente graves.
A lista tem dois lados. Os quatro primeiros itens soam como proteção; o último é o preço. É aí que a canção de Cohen e a pesquisa se encontram.
Quando o sagrado se perde ou é violado
Em 2005, Pargament, Gina Magyar, Ethan Benore e Mahoney testaram a última hipótese. Eles sortearam 117 adultos de uma comunidade e pediram a cada um que apontasse o pior acontecimento dos dois anos anteriores.
Depois, mediram duas maneiras de viver aquele acontecimento. A primeira era como perda do sagrado: algo que a pessoa via como sagrado deixou de existir. A segunda era como profanação: algo sagrado foi violado.
Nenhuma das duas se associou à saúde física. Ambas se associaram a mais sofrimento emocional, de jeitos diferentes:
- A perda do sagrado previu mais pensamentos intrusivos e mais sintomas de depressão. Mas também se associou a mais crescimento depois do trauma e a mais mudança espiritual positiva.
- A profanação se associou a mais pensamentos intrusivos e a mais raiva, e a menos crescimento.
O estudo é de observação, com amostra pequena, e não prova causa. Mas sugere o que a canção já dizia: o sagrado não protege da dor; às vezes, é a medida dela.
O louvor de quem falhou
A canção não conta uma conversão nem uma crise que termina em certeza. O louvor continua, dito por alguém que errou e perdeu.
A pesquisa tem nome para a parte difícil desse meio. É a luta espiritual, que o capítulo sobre Losing My Religion: O Que Acontece Quando a Certeza Cai apresentou com a escala de Julie Exline e colegas, de 2014. Aquele capítulo tratou da queda da certeza. Este trata de outra coisa: do que continua sendo sagrado mesmo sem certeza.
Que exista uma escala só para medir conflitos e dúvidas dentro da vida religiosa mostra que eles são comuns. Dúvida não é o contrário da vida espiritual; muitas vezes, faz parte dela.
Há um paralelo no capítulo 14: Stand by Me nasceu de um hino em que o pedido de companhia era feito a Deus e passou a ser feito a outra pessoa. Hallelujah faz o caminho inverso: devolve uma história humana em forma de louvor.
Como se mede uma experiência mística
Pessoas de muitas tradições relatam momentos de unidade e de contato com algo maior. É possível medir isso?
Em 1975, o psicólogo Ralph Hood Jr. publicou uma escala para medir experiências místicas relatadas. Ela se baseia na descrição do filósofo Walter Stace e tem 32 afirmações, que a pessoa avalia a partir da própria experiência.
Em 2001, Hood e colegas testaram a estrutura da escala em três grupos: 1.379 universitários americanos, em sua maioria cristãos, outros 188 americanos e 185 muçulmanos iranianos. Nos três, apareceram os mesmos três componentes:
- Introvertido: a experiência voltada para dentro.
- Extrovertido: a experiência voltada para o mundo ao redor.
- Interpretação: o sentido que a pessoa dá ao que viveu.
O terceiro componente é o mais revelador. Viver a experiência e interpretá-la são coisas que a escala separa. Duas pessoas podem descrever algo parecido e chegar a conclusões opostas. O instrumento mede o relato, não se a interpretação está certa.
Aprender a sentir: a hipótese da absorção
Costuma-se pensar que experiências espirituais simplesmente acontecem, ou não. Em 2010, a antropóloga Tanya Luhrmann publicou com Howard Nusbaum e Ronald Thisted um estudo sobre a oração entre cristãos evangélicos que combinava trabalho de campo e testes psicológicos. O foco era a absorção: a tendência a se envolver por inteiro numa imagem, numa música ou num pensamento, a ponto de esquecer o entorno.
Quem tinha mais essa tendência relatava imagens mentais mais nítidas, mais concentração e mais experiências espirituais incomuns. E havia um segundo achado: quanto mais a pessoa orava, mais relatava essas experiências e mais adotava a imagem de Deus da própria comunidade.
Os autores concluem que a experiência religiosa envolve aprendizado, um processo social ao qual as pessoas respondem de formas diferentes. Tendência, prática e interpretação pesam juntas. Isso não diz se há alguém do outro lado da oração; diz que o jeito de sentir o sagrado também se cultiva.
O que acontece no cérebro de quem reza
Em 2009, Uffe Schjoedt e colegas levaram 20 cristãos luteranos dinamarqueses para um aparelho de ressonância magnética funcional. Cada um rezou o Pai-Nosso, fez uma oração com palavras próprias, recitou uma cantiga infantil e fez pedidos ao Papai Noel: um texto decorado e um improvisado de cada tipo.
Só a oração pessoal ativou com força um conjunto de regiões ligadas à cognição social, que é a capacidade de pensar sobre a mente de outra pessoa. Entre elas, a parte da frente do lobo temporal, o córtex pré-frontal medial e a junção entre os lobos temporal e parietal.
Os autores interpretam que, para quem crê num Deus capaz de responder, rezar se parece com conversar com alguém. O estudo mostra o que o cérebro do crente faz ao rezar, não quem está do outro lado. E são 20 pessoas, de uma única tradição.
O "capacete de Deus" que não funcionou
Nem toda pesquisa sobre o cérebro e o sagrado resistiu ao teste. Uma alegação ficou famosa: campos magnéticos muito fracos, aplicados à cabeça por um capacete, provocariam a sensação de uma presença invisível em até 80% da população. O aparelho ganhou o apelido de "capacete de Deus".
Em 2005, Pehr Granqvist e colegas repetiram o experimento com um cuidado que faltava: duplo-cego, com 89 participantes, e um grupo que usava o capacete desligado sem saber. Nem os participantes nem quem aplicava o teste sabiam quem recebia o campo.
O resultado: nenhum efeito dos campos magnéticos, nem no grupo inteiro nem nas pessoas mais sugestionáveis. O que previu as experiências relatadas foram traços de personalidade ligados à sugestionabilidade, como a absorção e um estilo de vida voltado a práticas "nova era".
Uma descoberta espetacular sobre o sagrado precisa passar pelo mesmo rigor que qualquer outra. Neste caso, quando passou, desapareceu.
Por que uma canção arrepia
Muita gente descreve como sagrado o momento em que uma música a atravessa. A ciência tem algo a dizer sobre o arrepio, embora não sobre o sagrado.
Em 2001, Anne Blood e Robert Zatorre pediram a voluntários que escolhessem músicas que lhes davam calafrios e mediram o cérebro deles, por tomografia, enquanto ouviam. Os calafrios vieram com mudanças no batimento cardíaco, na respiração e na atividade muscular.
Quanto mais intenso o calafrio, mais mudava o fluxo de sangue em regiões ligadas a recompensa, emoção e alerta. São as mesmas regiões que respondem a outros prazeres intensos, como comida e sexo.
Explicar o arrepio, porém, não decide o que ele significa. O mesmo calafrio pode ser vivido como beleza, saudade ou presença do divino, e é essa interpretação que a escala de Hood separa da experiência.
A sensação não é a prova
O capítulo sobre What a Wonderful World apresentou um estudo que vale lembrar. Em 2014, Piercarlo Valdesolo e Jesse Graham mostraram, em cinco estudos, que o deslumbramento aumentava a crença no sobrenatural e a tendência a ver intenção em eventos aleatórios. O caminho passava pela menor tolerância à incerteza.
Esse achado não prova que o sagrado é ilusão nem que é real. Mostra algo mais modesto: a intensidade de uma experiência não é evidência do que a causou. Vale para quem crê e para quem não crê.
A neurociência descreve o que o cérebro faz quando alguém reza ou se arrepia. Se há algo além do cérebro é uma pergunta fora do alcance do método, e fingir o contrário, para qualquer lado, é sair da ciência. É a mesma disciplina aplicada em Caibalion 9: Ciência Sustenta o Hermetismo?.
O que a evidência ainda não sabe
A pesquisa sobre o sagrado é séria, mas tem limites que precisam ser ditos:
- Quase tudo é correlação. Os estudos sobre santificação e perda do sagrado medem associações num momento. Não dizem o que vem primeiro.
- As amostras são estreitas. A maior parte vem dos Estados Unidos e de tradições cristãs. A validação da escala de Hood no Irã é uma exceção importante, não a regra.
- Tudo depende do relato. A experiência mística e a santificação são medidas pelo que a pessoa diz sentir.
- A neuroimagem é pequena. Estudos como o de Schjoedt usam poucas dezenas de pessoas, não milhares.
- O sagrado não é um remédio. A mesma santificação que dá sentido pode tornar a perda mais dolorosa, como mostrou o estudo da profanação.
Nada disso diminui a experiência de quem a vive. Só impede que um estudo diga mais do que mostrou.
Reconhecer o que é sagrado para você
A pesquisa sugere uma pergunta que serve para quem tem fé e para quem não tem: o que, na sua vida, você trata como algo que não se troca?
Saber a resposta ajuda a entender reações que parecem desproporcionais: a raiva diante de algo que parece pequeno aos outros, a tristeza por uma perda que ninguém mais vê. Dar nome a isso não resolve a dor, mas a torna compreensível.
E um cuidado importante. Se a perda de algo sagrado, uma crise de fé ou um conflito com a própria tradição trouxerem sofrimento intenso ou que não passa, procure um profissional de saúde mental. Para quem tem uma tradição, conversar também com alguém de confiança dentro dela pode ajudar. Uma coisa não substitui a outra.
🎧 Ressonância Universal
Ouça prestando atenção ao contraste. O refrão repete a mesma palavra de louvor, enquanto os versos falam de queda, desejo e dúvida. Repare se, para você, a repetição soa como fé, como ironia ou como as duas coisas.
🎶 Músicas Relacionadas a Este Tema
- 🎵 "Amazing Grace" — hino de John Newton, do século XVIII: o louvor de quem se reconhece falho.
- 🎵 "Oração ao Tempo" — Caetano Veloso: uma oração que não se dirige a nenhum deus, e sim ao tempo.
- 🎵 "Losing My Religion" — R.E.M.: a certeza que cai, tema do capítulo 4.
- 🎵 Capítulo anterior: Tente Outra Vez: Insistir, Soltar e Tentar de Outro Jeito
Capítulo 17: Rosa de Hiroshima (poema de Vinicius de Moraes) — Por Que a Tragédia de Milhares Comove Menos Que a de Uma Pessoa (01/10) →
5 Pilares do Sagrado Imperfeito
- Sagrado é também uma forma de perceber. A psicologia chama de santificação o ato de ver algo comum como tendo caráter divino, com ou sem religião.
- O sagrado cobra um preço. Perder ou ver violado o que é sagrado se associou a mais sofrimento emocional.
- Dúvida e fé convivem. Conflitos dentro da vida espiritual são comuns o bastante para ter escala própria.
- Experiência e interpretação são coisas diferentes. A escala de Hood as separa, e a mesma experiência admite leituras opostas.
- A sensação não é a prova. A ciência descreve o que acontece em quem sente o sagrado; não decide se ele existe.
🧠 Aprofunde seu Conhecimento
- Vazio Existencial: Por Que Você Se Sente Vazio e Como Sair
- What a Wonderful World: Por Que o Comum Também Deslumbra
- Stand by Me: Por Que a Ameaça Pesa Menos Quando Alguém Fica
- Tente Outra Vez: Insistir, Soltar e Tentar de Outro Jeito — Capítulo 15 da Série
- Rosa de Hiroshima: Por Que Uma Vítima Comove Mais Que Mil
- Gita: O Eu Que Observa e o Desapego Que a Psicologia Mede
🎬 Filmes Para Sentir Este Tema na Pele
- Silêncio (2016): dois padres jesuítas no Japão do século XVII veem a própria fé posta à prova quando o silêncio de Deus se torna insuportável.
- Fé Corrompida (2017): um pastor de uma pequena igreja atravessa uma crise em que o sagrado e o desespero passam a ocupar o mesmo lugar.
- As Aventuras de Pi (2012): um jovem sobrevive a um naufrágio e oferece duas versões da mesma história, deixando ao espectador a escolha de qual acreditar.
📝 Teste o Que Você Entendeu
- O que Pargament e Mahoney chamam de santificação, e quais são os dois caminhos que eles descrevem?
- No estudo de 2005 sobre perda do sagrado e profanação, qual das duas se associou a mais raiva e a menos crescimento?
- Quais são os três componentes que a escala de Hood mostrou em americanos e em muçulmanos iranianos, e por que o terceiro é tão importante?
- O que o experimento duplo-cego de Granqvist e colegas encontrou sobre o "capacete de Deus"?
🛠️ Exercício Prático: O Mapa do Seu Sagrado
Inspirado na santificação de Pargament e Mahoney e na escala de Hood. Leva cerca de vinte minutos e vale para quem tem fé e para quem não tem.
- Liste três coisas que você não trocaria. Pessoas, lugares, práticas, objetos, ofícios. Não precisa ser religioso.
- Para cada uma, escolha o caminho. Você a vê como ligada a Deus, a algo divino ou a uma tradição? Ou como algo que tem, por si, uma qualidade especial?
- Anote como você a protege. Tempo, cuidado, rituais, limites que você não deixa ninguém cruzar.
- Lembre um momento intenso ligado a ela. Descreva primeiro só o que você sentiu. Depois, em outra linha, o que você concluiu daquilo. Veja se as duas coisas são mesmo a mesma.
- Pergunte quanto peso ela carrega. Não para sofrer por antecipação, mas para reconhecer o lugar que ela ocupa.
O exercício serve para reflexão, não para avaliação. Se ele tocar numa perda recente ou numa crise que traz sofrimento intenso ou persistente, procure um profissional de saúde mental.
📚 Referências Científicas
- Blood, A. J., & Zatorre, R. J. (2001). Intensely pleasurable responses to music correlate with activity in brain regions implicated in reward and emotion. Proceedings of the National Academy of Sciences, 98(20), 11818-11823. DOI: 10.1073/pnas.191355898
- Exline, J. J., Pargament, K. I., Grubbs, J. B., & Yali, A. M. (2014). The Religious and Spiritual Struggles Scale: Development and initial validation. Psychology of Religion and Spirituality, 6(3), 208-222. DOI: 10.1037/a0036465
- Granqvist, P., Fredrikson, M., Unge, P., Hagenfeldt, A., Valind, S., Larhammar, D., & Larsson, M. (2005). Sensed presence and mystical experiences are predicted by suggestibility, not by the application of transcranial weak complex magnetic fields. Neuroscience Letters, 379(1), 1-6. DOI: 10.1016/j.neulet.2004.10.057
- Hood, R. W. (1975). The Construction and Preliminary Validation of a Measure of Reported Mystical Experience. Journal for the Scientific Study of Religion, 14(1), 29. DOI: 10.2307/1384454
- Hood, R. W., Jr., Ghorbani, N., Watson, P. J., Ghramaleki, A. F., Bing, M. N., Davison, H. K., Morris, R. J., & Williamson, W. P. (2001). Dimensions of the Mysticism Scale: Confirming the Three-Factor Structure in the United States and Iran. Journal for the Scientific Study of Religion, 40(4), 691-705. DOI: 10.1111/0021-8294.00085
- Luhrmann, T. M., Nusbaum, H., & Thisted, R. (2010). The Absorption Hypothesis: Learning to Hear God in Evangelical Christianity. American Anthropologist, 112(1), 66-78. DOI: 10.1111/j.1548-1433.2009.01197.x
- Mahoney, A., Pargament, K. I., Jewell, T., Swank, A. B., Scott, E., Emery, E., & Rye, M. (1999). Marriage and the spiritual realm: The role of proximal and distal religious constructs in marital functioning. Journal of Family Psychology, 13(3), 321-338. DOI: 10.1037/0893-3200.13.3.321
- Pargament, K. I., & Mahoney, A. (2005). Sacred Matters: Sanctification as a Vital Topic for the Psychology of Religion. International Journal for the Psychology of Religion, 15(3), 179-198. DOI: 10.1207/s15327582ijpr1503_1
- Pargament, K. I., Magyar, G. M., Benore, E., & Mahoney, A. (2005). Sacrilege: A Study of Sacred Loss and Desecration and Their Implications for Health and Well-Being in a Community Sample. Journal for the Scientific Study of Religion, 44(1), 59-78. DOI: 10.1111/j.1468-5906.2005.00265.x
- Schjoedt, U., Stødkilde-Jørgensen, H., Geertz, A. W., & Roepstorff, A. (2009). Highly religious participants recruit areas of social cognition in personal prayer. Social Cognitive and Affective Neuroscience, 4(2), 199-207. DOI: 10.1093/scan/nsn050
- Valdesolo, P., & Graham, J. (2014). Awe, Uncertainty, and Agency Detection. Psychological Science, 25(1), 170-178. DOI: 10.1177/0956797613501884
⚖️ Aviso Legal e Isenção de Responsabilidade
Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional e não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento de psicólogos, psiquiatras ou outros profissionais de saúde. A experiência religiosa e a santificação são apresentadas como objetos de pesquisa: o texto não afirma nem nega a existência do divino, não trata nenhuma tradição como superior ou falsa e não oferece orientação religiosa. Se o sofrimento for intenso ou persistente, procure ajuda profissional. No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.
Os estudos citados descrevem tendências de grupo, em amostras específicas, em sua maioria ocidentais e cristãs, e medem as experiências pelo relato dos participantes. Os de santificação e perda do sagrado são de observação e não provam causa. Os de neuroimagem têm amostras pequenas e não dizem nada sobre a origem da experiência.
As referências à obra de Leonard Cohen, às demais canções e aos filmes têm caráter cultural e analítico, sem reprodução de letra e sem interpretação biográfica ou clínica.

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