Por NOUS · A Lei Universal
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Pense em quem você era há dez anos. Os gostos, as certezas, as pessoas que importavam, o que você achava inegociável. Provavelmente muita coisa mudou. Agora pense em quem você será daqui a dez anos. Se a imagem que aparece é parecida com a de hoje, você não está sozinho.
Quase todo mundo reconhece que mudou muito no passado e imagina que vai mudar pouco daqui para a frente. Uma canção de 1976 já desconfiava das promessas de mudança de uma geração inteira. A pesquisa chegou a uma conclusão que parece contrária a ela, mas não é. A pergunta deste capítulo é: por que prevemos tão mal a pessoa que vamos nos tornar?
Uma canção de 1976 em duas vozes
Como Nossos Pais é uma composição de Belchior. Ela saiu em 1976 em dois discos diferentes. Um foi Falso Brilhante, de Elis Regina, em que a música abre o disco. O outro foi Alucinação, do próprio Belchior, lançado no mesmo ano.
São duas leituras da mesma canção. Numa, a intérprete dá voz ao texto de outro. Na outra, o próprio autor canta o recado que escreveu para a sua geração.
O que as duas têm em comum é a pergunta por baixo delas. Ela continua atual quase cinquenta anos depois, porque cada nova geração volta a fazê-la.
O jovem que jurou ser diferente
A canção é narrada por alguém jovem, que fala com franqueza a quem está por perto. Ele desconfia das bandeiras da própria época. A ideia central está no título: apesar da rebeldia e das ideias novas, a geração dele acaba vivendo como os próprios pais.
Há duas camadas aí. A primeira é o desencanto com a promessa de ruptura. A segunda é mais incômoda. Ela sugere que as pessoas mudam menos do que imaginam, e que o passado da família pesa mais do que o discurso do presente.
A pesquisa em psicologia tem dados sobre as duas coisas. Sobre o quanto as pessoas mudam de fato. E sobre o quanto elas acham que vão mudar. As duas medidas não batem, e é nessa diferença que este capítulo mora.
Duas perguntas, dez anos de distância
Em 2013, Jordi Quoidbach, Daniel Gilbert e Timothy Wilson publicaram na revista Science um estudo com um desenho simples. Eles pediram a pessoas de várias idades que avaliassem a própria personalidade, os próprios valores e as próprias escolhas.
Os pesquisadores compararam duas estimativas: quanto as pessoas achavam que iriam mudar nos dez anos seguintes e quanto diziam ter mudado nos dez anos anteriores. A comparação foi feita entre grupos de idades diferentes. Por exemplo: quanto as pessoas de 33 anos achavam que mudariam até os 43, e quanto as de 43 diziam ter mudado desde os 33.
A comparação cobriu adultos de 18 a 68 anos. Em todas as idades, as pessoas relataram ter mudado mais na década anterior do que teriam previsto dez anos antes. O passado parecia cheio de transformação. O futuro parecia estável.
A ilusão do fim da história
Os autores deram um nome ao fenômeno: ilusão do fim da história. É a tendência de enxergar o presente como o ponto final da própria formação. Como se a pessoa que você é hoje fosse a versão definitiva, e o que vem depois fosse só manutenção.
A ilusão não depende de ser jovem. No estudo, ela apareceu nas pessoas de 20 e também nas de 60. Todo mundo se sente, de algum modo, pronto. E todo mundo se surpreende, anos depois, com o quanto ainda mudou.
Repare que isso dá um sentido novo à canção. O jovem que jurou ser diferente acreditava que suas convicções daquele momento durariam. É exatamente a crença que o estudo mediu. Só que o erro dele pode ter sido o oposto do que imaginava: não mudar pouco, mas prever mal para onde a mudança ia.
A ilusão muda de tamanho conforme a cultura
Um estudo de 2022, de Brian Haas e Kazufumi Omura, comparou participantes dos Estados Unidos e do Japão. A diferença entre a mudança relatada no passado e a prevista para o futuro foi maior entre os norte-americanos.
Dois aspectos da imagem de si ajudaram a explicar essa diferença. Um foi a autoestima. O outro foi a clareza do autoconceito, que é o quanto a pessoa tem uma ideia definida e estável de quem ela é. Os pesquisadores também notaram que os norte-americanos tendiam a pensar no próprio passado de forma mais negativa.
O dado importa por um motivo simples. A ilusão não é uma lei fixa da mente humana, com o mesmo tamanho em todo lugar. Ela varia com o modo como cada cultura ensina a pessoa a olhar para si.
O que muda de fato ao longo da vida
Se as pessoas preveem mal a própria mudança, vale perguntar o que muda de verdade. Em 2006, Brent Roberts, Kate Walton e Wolfgang Viechtbauer reuniram 92 amostras de estudos que acompanharam as mesmas pessoas ao longo dos anos.
Em média, as pessoas ficaram mais conscienciosas, ou seja, mais organizadas e confiáveis. Ficaram também mais estáveis emocionalmente e mais assertivas nas relações. Essas mudanças foram mais fortes entre os 20 e os 40 anos.
Outros traços seguiram outro caminho. A abertura a experiências novas e a vitalidade social cresceram na adolescência e diminuíram na velhice. A amabilidade mudou só na velhice. E quatro das seis categorias de traços mostraram mudança também na meia-idade e depois dela. Ou seja: a personalidade continua em movimento muito depois dos 30.
Sessenta e três anos depois
Um estudo escocês levou essa pergunta ao limite. Mathew Harris e colegas localizaram pessoas de uma amostra do levantamento escocês de 1947 que tinham sido avaliadas por professores por volta dos 14 anos. Em 2012, com 77 anos, 174 delas avaliaram a si mesmas nas mesmas seis características. Uma pessoa próxima também as avaliou.
Na análise principal, nenhuma das seis características mostrou estabilidade significativa ao longo de 63 anos. Um modelo mais complexo encontrou estabilidade em uma delas, a estabilidade de humor, e quase encontrou em outra, a conscienciosidade.
A conclusão dos autores foi que, ao longo de uma vida inteira, a estabilidade da personalidade costuma ser baixa. Mas alguns aspectos da velhice podem guardar relação com a adolescência. O estudo tem limites claros: a amostra final foi pequena, e quem avaliou mudou, de professores para os próprios participantes.
Então por que nos parecemos com nossos pais?
Se mudamos tanto, de onde vem a sensação de repetir os pais? Parte da resposta está na herança. Em 2015, Tena Vukasović e Denis Bratko reuniram estudos com gêmeos, famílias e adoções, somando mais de 100 mil participantes.
A estimativa média foi de que cerca de 40% das diferenças de personalidade entre as pessoas se devem a fatores genéticos. Os outros 60% ficam com o ambiente. Os estudos com gêmeos chegaram a números mais altos, perto de 47%. Os estudos com famílias e adoções, a números mais baixos, perto de 22%.
Esse número costuma ser mal lido, por isso vale um cuidado. Ele não quer dizer que 40% da sua personalidade vem dos seus pais. Ele descreve o quanto das diferenças entre pessoas, numa população, acompanha as diferenças genéticas. E o ambiente não é só a casa onde você cresceu: inclui tudo o que você viveu fora dela. A semelhança com os pais existe. O destino fixado por ela, não.
O eu do passado visto como outra pessoa
Existe ainda um detalhe na maneira como olhamos para nós mesmos no tempo. Em 2006, Emily Pronin e Lee Ross publicaram sete estudos sobre isso. Eles mostraram que as pessoas enxergam o próprio passado e o próprio futuro de um jeito parecido com o de um observador de fora.
Quando olhamos o eu do presente, vemos intenções, dúvidas e contexto. Quando olhamos o eu do passado ou do futuro, vemos mais o comportamento, como veríamos o de outra pessoa. Nos experimentos, direcionar a atenção para os estados internos dessas versões levou os participantes a atribuir menos traços fixos a elas.
Isso ajuda a entender o tribunal que muita gente monta contra quem já foi. Julgamos o eu antigo com a régua de hoje, sem acesso ao que ele sentia na época. O tema aparece de outro ângulo em A Vergonha Que Só Você Ainda Lembra.
Por que cada geração acha que a seguinte piorou
A canção fala de pais e filhos. A pesquisa tem um dado curioso sobre como as gerações se julgam. Em 2019, John Protzko e Jonathan Schooler publicaram cinco estudos pré-registrados com 3.458 adultos norte-americanos.
Os participantes acreditavam que os jovens de hoje estão em declínio: menos respeitosos com os mais velhos, menos inteligentes, com menos gosto pela leitura. Mas a crença acompanhava o próprio participante. Quem era mais inteligente via os jovens como menos inteligentes. Quem lia mais achava que os jovens liam menos.
Os autores apontaram dois mecanismos. Um é notar nos outros a falta daquilo em que somos bons. O outro é um viés de memória: projetamos nossas qualidades atuais sobre a juventude do passado. Comparamos essa lembrança distorcida com os jovens reais, e parece que houve queda. O pai que acha que o filho é pior do que ele foi talvez esteja comparando o filho com uma versão de si que nunca existiu.
Dá para escolher parte da mudança?
Se a personalidade muda de qualquer jeito, cabe a pergunta prática: dá para influenciar a direção? Em 2015, Nathan Hudson e Chris Fraley acompanharam participantes por 16 semanas em dois experimentos.
Quem declarou, no início, o desejo de aumentar algum traço tendeu a mostrar aumento nesse traço nos próprios relatos. O mesmo apareceu no comportamento do dia a dia ligado ao traço. Uma das duas intervenções testadas não funcionou. A outra ensinava a criar intenções de implementação, planos do tipo "quando acontecer tal situação, vou fazer tal coisa". Essa ajudou os participantes a alcançar a mudança desejada.
Em 2021, Mirjam Stieger e colegas testaram uma intervenção digital de três meses com 1.523 pessoas, sem diagnóstico clínico, em um ensaio randomizado. O grupo da intervenção mudou mais do que o grupo de controle, e na direção que cada pessoa tinha escolhido. Observadores também perceberam a mudança, embora menor. E ela se manteve três meses depois do fim do programa.
O que a evidência ainda não sabe
Esses resultados pedem cuidado. O estudo da ilusão do fim da história comparou grupos de idades diferentes, o que não equivale a acompanhar cada pessoa por dez anos. Além disso, lembrar quanto se mudou também é um julgamento sujeito a erro. A diferença entre passado e futuro pode vir em parte da memória, e não só da previsão.
Quase tudo aqui foi medido por autorrelato, ou seja, pelo que as pessoas dizem de si. No estudo de Stieger, a mudança percebida por observadores foi menor do que a relatada pelos participantes. As amostras vieram sobretudo dos Estados Unidos e da Europa. E os estudos de mudança voluntária acompanharam as pessoas por meses, não por anos.
Todos esses estudos descrevem tendências de grupo. Eles não dizem quanto uma pessoa específica vai mudar, nem em que direção. Também não tratam de sofrimento psíquico. Quem sente que não consegue mudar algo que causa sofrimento real encontra ajuda mais adequada num profissional de saúde mental do que num artigo.
Como nossos pais, mas não iguais
A canção e a pesquisa parecem discordar. Uma diz que acabamos como nossos pais. A outra diz que mudamos mais do que imaginamos. Mas as duas podem estar certas ao mesmo tempo.
Herdamos uma parte do temperamento e muitos hábitos da casa onde crescemos. E, ainda assim, seguimos mudando a vida inteira, quase sempre sem prever o rumo. O jovem da canção enxergou a repetição. O que ele talvez não tenha visto é que a pessoa que se torna parecida com os pais também continua se transformando depois disso.
A tradição atribui a Heráclito a imagem de que ninguém entra duas vezes no mesmo rio, porque nem o rio nem a pessoa são os mesmos. A ciência não prova filosofia, mas oferece um retrato compatível com essa imagem. A pessoa que você é hoje não é o fim da sua história. É só o ponto de onde você está olhando. Sobre o tempo que passa e o que fica dele, há mais em Por Que o Tempo Passa Mais Rápido?
🎧 Ressonância Universal
Ouça prestando atenção ao tom de quem canta: é acusação, desabafo ou constatação? Depois, pense numa coisa que você jurou que nunca faria como seus pais e repare se ela ainda vale hoje.
🎶 Músicas Relacionadas a Este Tema
- 🎵 "Pais e Filhos" — Legião Urbana: a distância e o afeto entre gerações dentro da mesma casa.
- 🎵 "Father and Son" — Cat Stevens: um diálogo entre um pai que pede calma e um filho que precisa partir.
- 🎵 "Cat's in the Cradle" — Harry Chapin (1974): um filho que, sem perceber, repete o pai.
- 🎵 Capítulo anterior: Asa Branca: A Terra Que Fica em Quem Precisa Partir
Capítulo 14: Stand by Me (Ben E. King) — A Presença de Alguém e a Ciência de Como o Apoio Muda a Ameaça (28/09) →
5 Pilares de Quem Você Ainda Vai Ser
- Todos subestimam a própria mudança. Em todas as idades estudadas, as pessoas relataram ter mudado mais do que teriam previsto.
- A personalidade se move a vida inteira. Vários traços mudam em média entre os 20 e os 40 anos, e continuam mudando depois.
- Herança não é destino. Cerca de 40% das diferenças de personalidade entre pessoas acompanham a genética; o resto vem do ambiente, dentro e fora de casa.
- O eu antigo parece outra pessoa. Olhamos o próprio passado como observadores, e por isso o julgamos com dureza.
- Parte da mudança pode ser escolhida. Metas claras e planos do tipo "quando, então" ajudaram pessoas a mudar traços na direção desejada.
🧠 Aprofunde seu Conhecimento
- Você Lembra do Que Nunca Aconteceu?
- Por Que o Tempo Passa Mais Rápido?
- A Neurociência do Ego: Como a Rede em Modo Padrão (DMN) Molda a Identidade
- Nostalgia: Por Que o Passado Parece Melhor
- Asa Branca: A Terra Que Fica em Quem Precisa Partir — Capítulo 12 da Série
- Stand by Me: Por Que a Ameaça Pesa Menos Quando Alguém Fica
- Tocando em Frente: O Que a Pesquisa Chama de Sabedoria
🎬 Filmes Para Sentir Este Tema na Pele
- Como Nossos Pais (2017): uma mulher de 38 anos revê a relação com a mãe, o casamento e as próprias escolhas.
- Boyhood: Da Infância à Juventude (2014): filmado ao longo de doze anos, acompanha um menino que vira adulto diante da câmera.
- Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003): um filho tenta separar o pai real das histórias que o pai conta.
- Aftersun (2022): uma mulher revisita as férias que passou com o pai quando era criança, já com a idade que ele tinha.
📝 Teste o Que Você Entendeu
- Que duas estimativas o estudo de Quoidbach e colegas comparou para chegar à ilusão do fim da história?
- Em que faixa de idade a meta-análise de Roberts e colegas encontrou as maiores mudanças em conscienciosidade e estabilidade emocional?
- Por que o número "40% de herdabilidade" não quer dizer que 40% da sua personalidade veio dos seus pais?
- Quais são os dois mecanismos que Protzko e Schooler apontam para o hábito de achar que os jovens pioraram?
🛠️ Exercício Prático: As Duas Décadas
Inspirado no desenho do estudo de Quoidbach, Gilbert e Wilson e nas intenções de implementação testadas por Hudson e Fraley. Leva cerca de quinze minutos, com papel e caneta.
- Olhe para trás. Anote três coisas que mudaram em você nos últimos dez anos: um gosto, um valor e um jeito de agir.
- Olhe para a frente. Anote quanto você acha que cada uma dessas áreas vai mudar nos próximos dez anos.
- Compare as duas listas. Se o futuro parece bem mais parado que o passado, você acabou de observar a ilusão em você mesmo.
- Separe o herdado do escolhido. Marque o que você reconhece como vindo de casa. Depois pergunte: isso eu quero manter?
- Escreva um plano "quando, então". Escolha uma única mudança desejada e escreva: "quando [situação], eu vou [ação]".
O exercício serve para reflexão, não para avaliação. Se ele trouxer à tona conflitos familiares dolorosos ou sofrimento intenso, pare, e considere conversar com um profissional de saúde mental.
📚 Referências Científicas
- Haas, B. W., & Omura, K. (2022). Cultural differences in susceptibility to the end of history illusion. Personality and Social Psychology Bulletin, 48(9), 1331-1348. DOI: 10.1177/01461672211036873
- Harris, M. A., Brett, C. E., Johnson, W., & Deary, I. J. (2016). Personality stability from age 14 to age 77 years. Psychology and Aging, 31(8), 862-874. DOI: 10.1037/pag0000133
- Hudson, N. W., & Fraley, R. C. (2015). Volitional personality trait change: Can people choose to change their personality traits? Journal of Personality and Social Psychology, 109(3), 490-507. DOI: 10.1037/pspp0000021
- Pronin, E., & Ross, L. (2006). Temporal differences in trait self-ascription: When the self is seen as an other. Journal of Personality and Social Psychology, 90(2), 197-209. DOI: 10.1037/0022-3514.90.2.197
- Protzko, J., & Schooler, J. W. (2019). Kids these days: Why the youth of today seem lacking. Science Advances, 5(10), eaav5916. DOI: 10.1126/sciadv.aav5916
- Quoidbach, J., Gilbert, D. T., & Wilson, T. D. (2013). The end of history illusion. Science, 339(6115), 96-98. DOI: 10.1126/science.1229294
- Roberts, B. W., Walton, K. E., & Viechtbauer, W. (2006). Patterns of mean-level change in personality traits across the life course: A meta-analysis of longitudinal studies. Psychological Bulletin, 132(1), 1-25. DOI: 10.1037/0033-2909.132.1.1
- Stieger, M., Flückiger, C., Rüegger, D., Kowatsch, T., Roberts, B. W., & Allemand, M. (2021). Changing personality traits with the help of a digital personality change intervention. Proceedings of the National Academy of Sciences, 118(8), e2017548118. DOI: 10.1073/pnas.2017548118
- Vukasović, T., & Bratko, D. (2015). Heritability of personality: A meta-analysis of behavior genetic studies. Psychological Bulletin, 141(4), 769-785. DOI: 10.1037/bul0000017
⚖️ Aviso Legal e Isenção de Responsabilidade
Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional e não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento de psicólogos, psiquiatras ou outros profissionais de saúde. Os conceitos de ilusão do fim da história, herdabilidade e mudança de personalidade são apresentados como objetos de pesquisa, não como diagnósticos. Se conflitos familiares, a sensação de não conseguir mudar ou qualquer outra questão trouxerem sofrimento intenso ou persistente, procure ajuda profissional. No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.
Os estudos citados descrevem tendências de grupo, em amostras específicas, sobretudo dos Estados Unidos e da Europa, e se baseiam principalmente em autorrelato. A estimativa de herdabilidade se refere a diferenças entre pessoas numa população, não à origem da personalidade de um indivíduo. Os efeitos das intervenções de mudança voluntária foram acompanhados por meses, não por anos.
As referências à obra de Belchior, às gravações de Elis Regina e do próprio autor, às demais canções e aos filmes têm caráter cultural e analítico, sem reprodução de letra e sem interpretação biográfica ou clínica.

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